Café - Turismo histórico
Sáb, 23 de Outubro de 2010 14:01    PDF Imprimir E-mail
Agronegócios

 

2310cafechCom o objetivo de alavancar o turismo no norte do estado, o Sebrae, juntamente com quatro agências de turismo e diversos parceiros, reuniram 62 atrativos -  entre visitas em fazendas históricas, pousadas, sítios, estâncias, restaurantes e vinículas -  que se distribuem por 25 cidades da região norte do Estado. A Rota do Café e do Agronegócio pretende contribuir para o desenvolvimento regional e incentivar o empreendedorismo na região.


Turismo pé vermelho

O Sebrae, juntamente com quatro agências de turismo, divulgam a Rota do Café e  do Agronegócio, roteiros turísticos do norte paranaense, que permitem os turistas conhecerem fazendas, pousadas, estancias, restaurantes e vinícolas

 

Mayhara Nogueira

Especial para o Paraná Shimbun


                                                      Divulgação 

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Através de 34 atrativos, os turistas poderão conhecer o processo cultural, histórico e econômico do café na região norte do estado

O Paraná ganha mais dois novos roteiros turísticos: a Rota do Café e a Rota do Agronegócio. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) juntamente com quatro agências de turismo, e diversos parceiros, reuniram 62 atrativos -  entre visitas em fazendas históricas, pousadas, sítios, instancias, restaurantes e vinículas -  que se distribuem por 25 cidades da região norte do Estado.

 

Segundo o gestor de turismo do Sebrae Londrina, Sérgio Garcia Ozório, o projeto levou cerca de três anos para ser concretizado. “A iniciativa passou por inúmeras fases até chegar ao produto final. Foi um longo processo, mas estamos colhendo bons resultados”, comenta.

 

Ozório explica que o principal objetivo dos roteiros é alavancar o turismo no norte do Paraná. “Queremos promover melhorias e competitividades nas cadeias de turismo, e contribuir para o desenvolvimento regional, incentivar o empreendedorismo e fortalecer a identidade regional”, afirma.

A Rota do Café envolve 18 cidades: Arapongas, Apucarana, Assaí, Bandeirantes, Cambé, Cambará, Carlópolis, Conselheiro Mairinck, Ibiporã, Ibaiti, Jacarezinho, Londrina, Ribeirão Claro, Rolândia, Santa Mariana, Santo Antônio da Platina, Tamarana e Tomazina.  Através de 34 atrativos, os turistas poderão conhecer o processo cultural, histórico e econômico do café na região norte do estado.

Já para a Rota do Agronegócio, somando às cidades citadas (exceto Cambará) estarão no roteiro, ainda, Japira, Uraí, Ribeirão do Pinhal, Pinhalão e Nova Fátima. No cronograma, visitas técnicas às instituições de pesquisa, cooperativas, universidades, empresas e propriedade rurais modelo. “O objetivo disso é a difusão de tecnologias e manejos, e também  promover a integração dos empreendedores rurais, a partilha de experiências e realizar negócios”, explica Ozório.

 

Devido ao grande número de atividades reunidas nos dois projetos, o roteiro é flexível, e poderá ser adequado de acordo com o perfil dos interessados. “Serão analisados os interesses dos grupos e elaborado um cronograma específico para atender as suas necessidades”, esclarece Ozório.

 

Serviço: Interessados em integrar as Rotas do Café podem entrar em contato com as agências de viagens londrinenses: Terra Nova Turismo - TNT Agricultural Tours, Redon do Brasil, Bless Viagens e Turismo, e Bella Vista Turismo. Já para os interessados na Rota do Agronegócio, o roteiro está disponibilizado nas agências Bela Vista Turismo, Redon do Brasil e Terra Nova Turismo. Essas agências são credenciadas ao Projeto de Turismo Norte Paranaense – Sebrae/PR.

Desvendando a história do café

 
                                                      Divulgação
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No roteiro foi possível diferenciar e apreciar as características de um café especial

À convite do Sebrae, o Paraná Shimbun embarcou na Rota do Café e descobriu que existem muitas histórias e diversas paisagens  por trás dos grãos que já foram os mais famosos do país. Na viagem, é possível reviver o auge do café, visitando as antigas estruturas para armazenagem e beneficiamento dos grãos; conhecer questões técnicas a respeito da qualidade dos grãos e a sua comercialização; diferenciar e apreciar as características de um café especial, aproveitar os locais para praticar turismo de aventura ou turismo de lazer

 

Na fazenda Flora, em Cambará, os proprietários, Joaquim Costa Lima e Lucila Costa Lima, ainda conservam galpões e as tulhas – espaço destinado para a secagem do café -, do início do século XX. A fazenda era do pai de Joaquim, Renato Costa Lima, braço direito do ex-presidente Jucelino Kubitschek. Nos tempos áureos, a família chegou a manter um milhão de pés de café. Em 2003, a fazenda foi cenário para o filme Gaijin 2.

Belezas naturais - Santa Mariana abriga a Estância Ecológica Guaicurus, um pequeno paraíso perdido, a poucos quilômetros do rio Paranapanema. A cultura do café começou na década de 1940 por imigrantes suíços, e continua até os dias atuais também com cultivo de soja, milho, trigo e eucalipto, e com as práticas agropecuárias.  O lugar tem 800 hectares e oferece acomodações e a oportunidade de observar as belezas naturais. Lá se encontra um dos maiores labirintos de café do mundo.

 

Degustação - A vinícola Casa Müller também está no roteiro. Localizada no distrito da Warta, em Londrina, o sítio é propriedade do casal Eloy e Cleide Muller. No passado era ocupado pela monocultura do café, mas hoje abriga espécies frutíferas. O terreno produz sete tipos de uva, o que contribui na produção de quatro tipos de vinhos, inclusive um em especial, com notas de café.

 

Cafeteria Empório Café da Casa, em Jacarezinho, é um local onde é possível degustar e apreciar os cafés do Norte Pioneiro do Paraná. Além do cardápio, repleto de variedades de bebidas, tanto quentes como frias, o local também vende cosméticos à base de café.