Curitiba é exemplo de coleta seletiva
Qua, 08 de Abril de 2009 12:00   
Agronegócios
Dividida em três categorias: coleta domiciliar, lixo tóxico e “lixo que não é lixo”, os materiais recicláveis Diferente do Japão, ainda não existe critérios mais específicos para a separação e o lixo reciclável é só separado do lixo orgânico. Em 2007, na capital, foram recolhidos 15 mil toneladas de lixo reciclável e até maio deste ano, foram coletados 6 mil toneladas. O lixo tóxico (pilhas, baterias, remédios vencidos, lâmpadas fluorescentes e óleo de cozinha) possuem pontos específicos de recolhimento (incluindo terminais urbanos de grande movimento), seguindo um calendário da própria prefeitura. A cidade conta ainda com o programa “Ecocidadão”, uma cooperativa de catadores de lixo que, diariamente, recolhem cerca de 500 toneladas de material reciclável, gerando renda para famílias envolvidas. No bairro do Boqueirão funciona o Parque da Reciclagem, que é um espaço de separação do lixo.  (D.S.)

Rede de trocas mantém objetos fora dos lixões 

Uma das boas idéias surgidas nos últimos tempos é a rede Freecycle de trocas. O objetivo básico da rede é manter objetos em bom estado fora dos aterros sanitários do mundo e, no Brasil, dos rios, calçadas, ruas e praças, com o ideal de fundar, construir e sustentar uma comunidade consciente sobre o meio ambiente.

 

Nascida em 2003 nos Estados Unidos, a rede Freecycle hoje conta com 4500 grupos espalhados pelo mundo todo. O fundador, Deron Beal, trabalhava numa empresa equivalente a uma ONG aqui no Brasil, com serviços de reciclagem e geração de emprego para população carente, quando percebeu que muitos materiais, em perfeitas condições, eram jogados fora. “Pensando em dar um destino mais adequado aos produtos, nasceu a primeira lista de discussão Freecycle”, explica Henrique Duarte, engenheiro ambiental e moderador da lista curitibana.

 

Pela Internet, os membros podem oferecer produtos diversos, disponibilizando-os para quem quiser ir buscar. Tudo sem custos. A idéia é de que aquele computador antigo ou aquele som que foi substituído tenha um novo dono e seja usado novamente. “O objetivo é manter bons produtos longe dos lixões, encontrando um destino certo”, destaca Duarte.

A comunidade em Curitiba conta com 254 membros, que o engenheiro resolveu criar depois de ver a idéia do Freecycle em uma revista. “Mas só existiam comunidades em São Paulo e no Rio de Janeiro e foi então que decidi criar aqui. Depois de orientações dos administradores nos Estados Unidos, no final de 2006 nasceu a Curitiba-Freecycle”, recorda.

Porém, ele confessa que a comunidade curitibana, assim como as demais brasileiras, deixam a desejar em relação às comunidades americanas ou européias, onde o número de membros e a movimentação de itens doados, procurados e aceitos são muito maiores. “Diversos itens já encontraram novos donos, e a quantidade de ofertas vem crescendo bastante. Em um futuro próximo teremos resultados mais relevantes para as comunidades locais e para o meio ambiente”, espera Duarte.

Para entrar na comunidade curitibana, basta enviar um email em branco para: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , além de poder visitar o site oficial do programa americano.www.freecycle.org (D.S.)