Número de multas cresce 500% em Londrina
Sex, 30 de Janeiro de 2009 21:00    PDF Imprimir E-mail
Cidades
Em 2008 foram multados 70.616 condutores. No ranking de infrações, “avanço de sinal” soma quase 34% do total

Mayhara Nogueira
Especial para o Paraná Shimbun

Os números de multas de trânsito aplicadas aos londrinenses aumentaram 514,95% no ano de 2008. Dados da Companhia de Trânsito da Policia Militar (Ciatran) mostram que foram registrados 70.616 multas contra 13.713 em 2007. Em contrapartida, o índice de mortes em acidentes de trânsito na área urbana diminuiu: foram 65 óbitos até dezembro, 11 a menos que 2007, índice quase 15% menor.

Os altos números de multas de 2008 em relação a 2007 foram ocasionados pelo aumento do número de agentes de trânsito, de vídeos-vigia e da regulamentação da Zona Azul. Além disso, segundo o diretor de Trânsito interino da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), major Sergio Dalben, outro fator relevante foi a redução do cancelamento de multas. De acordo com ele, o veículo pego pela fiscalização, na maioria das vezes, era considerado de uma espécie, no entanto era identificado como de outra. “O agente de trânsito anotava a placa do carro e registrava como carro de passageiro. No entanto, constava na documentação que era um veículo misto. Por conta disso existia o cancelamento imediato”, explica.O índice de acidentes de trânsito também teve uma alta significante em 2008. De acordo com o porta-voz da PM e comandante da Ciatran, tenente Ricardo Eguedis, em 2008 houve um salto de quase 5% no número de acidentes de trânsito. No ano passado ocorreram 6.190 acidentes, contra 5.896 em 2007, mas com número de mortes menor. As principais vítimas, ainda, são condutores e passageiros de motocicletas.A redução nos óbitos pode ser explicado pelo fato dos motoristas londrinenses terem sentido no bolso a irregularidades no trânsito. No total, eles pagaram mais de R$ 7 milhões em multas no ano de 2008, segundo o levantamento de infrações da CMTU. No ranking de violações, “avanço de sinal” está no topo, com 33,75% do total (23.601). Falar ao celular enquanto dirige teve 25,88% das multas (18.276). Veículo em estado irregular ficou em terceiro lugar, com 13% (9.236).Dalben considera as punições necessárias para buscar educação no trânsito. “A maioria cobra campanhas de educação de trânsito e criticam a fiscalização, dizendo que nós (companhia) só queremos multar. Mas o grande problema é que essas pessoas consideram as leis de trânsito menos importante que as demais”, ataca. Para o diretor, não existe “indústria da multa” na cidade. “Essa fiscalização é fundamental para que as pessoas respeitem a lei. Quem diz isto está é a favor da indústria da morte, mas não percebe”, afirma. Segundo o major, a CMTU, durante sua interinidade, ele pretende sim trabalhar com educação no trânsito. “O problema é que temos ensinar de novo aos condutores coisas que já deveriam ter aprendido. Mesmo assim é fundamental fazer estas campanhas pois existe uma resposta imediata”, ressalta.

Para auxiliar no processo de diminuição de acidentes na cidade, o diretor interino acredita que é necessário aumentar o número dos fiscais de trânsito (hoje com apenas 50 agentes para atender a cidade) e apostar na implantação de fiscalização eletrônica. “Na parte técnica vamos dar todo apoio, contribuir com relatórios para que esses sistema seja implantado nos principais pontos da cidade. Hoje o mundo inteiro usa o sistema eletrônico de fiscalização, porque é  é mais eficiente e justo”, afirma.