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Especial Dia dos Pais O exemplo do pai pode influenciar na escolha da carreira dos jovens; mas, para ser benéfico, deve ser espontâneo
Vivian Fukushima
Vivian Fukushima Genética, admiração, influência. Ainda não se sabe ao certo por que alguns filhos escolhem seguir a profissão dos pais. O fato é que a escolha da profissão é um momento delicado na vida de qualquer pessoa. E em meio a esse turbilhão de interrogações, é comum os pais quererem dar uma força tentando transmitir a experiência de quem já passou por isso. De acordo com a psicóloga Juliana Chueire Lyra, seguir a mesma carreira dos pais pode ter seu lado bom e ruim. “Se a escolha for feita com autonomia, bem pensada, sem pressão, pode resultar em um bom resultado tanto para o filho, como para o pai, que terá um aliado nos negócios”, diz. No entanto, Juliana explica que também existem casos em que os pais criam uma grande expectativa em relação à carreira que o filho irá seguir e acabam pressionando para que sua decisão seja pela mesma área do pai. “Muitos pais pensam que seus filhos têm a obrigação de dar continuidade a seus negócios, o que pode causar frustração e sofrimento”. A psicóloga explica ainda que há casos em que, observando o sucesso profissional do pai, o jovem, por comodismo, acaba seguindo a mesma carreira, imaginando atingir o mesmo patamar. “Mas será que ele sabe toda a história de vida de seu pai? Sabe o quanto ele batalhou para conquistar aquilo? Infelizmente, há muitos filhos que ignoram a trajetória de vida de seus pais e só enxergam o que alcançaram”, diz. Mas conviver no mesmo ambiente de trabalho pode também ser muito bom. “Trabalhar com alguém que você admira muito e tem uma identificação é muito bom”, afirma. É o caso dos dentistas Andréa Tan Shibayama e Francisco Tan Júnior, ambos filhos do também dentista Francisco Takio Tan. Segundo Andréa, estar no mesmo local de trabalho do pai funcionou como uma base de apoio. “Para nós, é muito bom trabalhar no mesmo ambiente que nosso pai. Ele é uma pessoa muito querida por todos, então não teria como ser diferente. O difícil é dissociar a imagem de pai da de doutor. É pai pra cá, pai pra lá, e ele sempre nos ajudando”, diz. Júnior conta que, desde seus 14 anos, acompanhava e ajudava o pai no consultório. “Eu cheguei a pensar em fazer engenharia, gostava de mexer com som, mas por influência do meu pai, acabei optando pela área odontológica. Fui me interessando e hoje não me arrependo”. O sócio diretor da Estacenter Parking, administração de estacionamento, Luiz Carlos Adati, viu sua vida mudar depois que o pai, o agricultor Massaru Adati, faleceu. “Eu me formei em agronomia por influência do meio em que vivia. Meu pai, então, decidiu mudar de ramo e começou a trabalhar com prestação de serviços e antes de falecer, me pediu para que desse continuidade ao seu trabalho. Foi o que fiz”, diz. Primogênito de seis irmãos, Adati afirma que nunca imaginou fazer história nessa área. “É um trabalho muito simples mas que conseguimos expandir. Minha mãe e mais três irmãos também trabalham na empresa. Percebemos que se a gente não crescesse, não daria para todos”. Adati conta que é bem provável que ainda estivesse trabalhando na área de agronomia, caso o pai não tivesse falecido, mas não se arrepende de ter mudado de profissão. “Na vida, toda a experiência é válida. E a gente tem que se arrepender do que fez e não do que não fez”. Hoje, além de filho, também é pai de dois rapazes. Um deles faz medicina e o outro pretende cursar engenharia civil e administração. Quanto a influenciar o futuro dos filhos, Adati é bastante enfático. “Eu nunca pressionaria ou forçaria meus filhos a seguirem essa ou aquela profissão. Cada um faz suas escolhas, aquilo que mais lhe agrada. E, caso, no futuro, eles decidam trabalhar comigo, estarei de braços abertos para receber”, diz. A história do dia dos pais Da Redação Ao que tudo indica, o Dia dos Pais tem uma origem bem semelhante ao Dia das Mães, e em ambas as datas a idéia inicial foi praticamente a mesma: criar datas para fortalecer os laços familiares e o respeito por aqueles que nos deram a vida. Conta a história que, em 1909, em Washington, Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dodd, ao ouvir um sermão dedicado às mães, teve a idéia de celebrar o dia dos pais. Ela queria homenagear seu próprio pai, John Bruce Dodd, que viu sua esposa falecer em 1898 ao dar a luz ao sexto filho, o que o obrigou a criar o recém-nascido e seus outros filhos sozinho. Já adulta, Sonora sentia-se orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém. Então, em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washigton e também pediu auxílio para uma entidade de jovens cristãos da cidade. Assim, o primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de junho daquele ano, aniversário do pai de Sonora. A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos. A partir daí a comemoração difundiu-se da cidade de Spokane para todo o estado de Washington. Por fim, em 1924 o presidente Calvin Coolidge, apoiou a idéia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais. No Japão, a data também é comemorada nesse em junho. No Brasil, a idéia de comemorar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família. Sua data foi alterada para o 2º. domingo de agosto por motivos comerciais, ficando diferente da americana e européia.
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Influência familiar pode definir profissão dos filhos










