| SUSTENTABILIDADE - Na onda das ecobags | ||||
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Que tal substituir as sacolas plásticas de uma forma moderna e bastante criativa? O furushiki é uma técnica que há séculos desempenha papel importante na sociedade japonesa, e agora, no ocidente, pode ser uma alternativa sustentável e bastante versátil. Furoshiki: a ecobag japonesaColoridas, grandes ou pequenas, a sacola de pano tem desempenhado papel importante na sociedade japonesa, e agora, no ocidente, pode ser uma alternativa para substituir as sacolas plásticas Divulgação
Mayhara Nogueira O que fazer para reduzir o uso de sacolas plásticas? Desde o dia 16 de julho, está em vigor, no Estado do Rio de Janeiro, a lei que pretende reduzir o consumo das sacolas plásticas, e as ecobags, em ritmo lento, desempenham o papel de substituir esse material. Já no Oriente, as Furoshikis, há séculos, desempenham a mesma função. A técnica consiste basicamente em dobraduras e amarrações em tecido, por isso, no Brasil, além de sua função principal, tornous-e também uma alternativa moderna e bem criativa para incrementar o visual. Segundo a especialista e incentivadora da técnica no Brasil, a designer Sofia Kamatami, o Furushiki é um "pano para embalagem e transporte" utilizado no Japão desde tempos antigos. A técnica é bastante simples e não leva costura, é preciso apenas um pedaço quadrado de pano e entender alguns macetes - dobras e nós - que são facilmente encontrados na internet. "A prática tem versatilidade de se adaptar a inúmeros formatos de acordo com a necessidade das compras", explica Sofia. O furoshiki aparece em escritos do Período Nara (por volta do século VIII) como Tsutsumi (trouxa), que se refere a um pano usado para embrulhar os tesouros imperiais no templo Todai. Por volta do Período Muromachi (no século XIV) quando o Shogun Yoshimitsu Ashikaga construiu uma "grande banheira", para entreter senhores feudais, a especialista conta que o furushiki era utilizado para embrulhar roupas, cujo tecido era diferenciado pelos brasões de cada família. "Depois do banho (FURO), as bolsas se tornavam panos utilizados para forrar o chão (SHIKI), em cima do qual se trocavam. Assim deu a origem a palavra furoshiki, que se tornou comum no Período Edo, no século XVII, juntamente com a popularização do sento(banhos públicos)", explica a especialista. Na Segunda Guerra Mundial, a técnica deixou de ser popular devido à chegada de outros materiais que substituíram as bolsas e as sacolas. No entanto, voltou com força em 2006, com o incentivo da ex-Ministra do Meio Ambiente Yuriko Koike, que lançou a Campanha Mottainai Furoshiki. O objetivo da iniciativa foi divulgar a ideia dos três "R": reutilizar, reduzir e reciclar. "A campanha foi um meio de trazer novamente as tradições nipônicas, mas de forma moderna e sustentável", conta. Influenciada pela avó, uma das donas da loja virtual Sugoi art, a designer digital Milena Miyuki Takano Lima procurou entender mais sobre o furoshiki lendo e assistindo aos vídeos pela internet. Hoje, além de vender as bolsas no seu site, ainda utiliza para fazer compras. "É prático, quando você quer usar alguma coisa diferente com personalidade é só escolher o tecido que melhor se adapta ao compromisso e pronto", comenta. Segundo Sofia, os furoshikis podem ser feitos de Chirimen, nylon, polyester, algodão ou seda, mas a especialista aconselha: " Escolha o tecido de acordo com a sua necessidade, a dica que eu costumo passar é embrulhar objetos mais pesados com tecidos mais resistentes, já para os objetos mais delicados, tecidos finos", comenta a especialista. A padronagem varia conforme o tamanho da bolsa quer a pessoa quer utilizar, comenta a artista plástica Luiza Kasuya. "Para bolsas maiores, de supermercado, usamos cerca de 1,20 metro quadrados de pano, mas se a intenção é fazer menor. É possível variar: 60, 70 ou 80 centímetros quadrados.", comenta a artista Muito mais do que um tecido, a função sustentável do furushiki ultrapassa o limite da criatividade. Além das bolsas, existem inúmeras técnicas de embrulho de presente. "Dá para embrulhar garrafas, livros, e o tecido acaba sendo também um mimo, a pessoa poderá utilizar de diversas formas e vezes, diferentemente do papel, que seria descartado facilmente", comenta.
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