| Os 50 anos da Foto Célula | ||||
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A determinação do empresário Terumi Koga e sua paixão pelo trabalho foram determinantes para que a pequena loja aberta em 1961 se tornasse uma das principais empresas do ramo da fotografia do sul do país. O empreendimento aberto há 50 anos possui hoje oito lojas nas cidades de Londrina, Cornélio Procópio, Rolândia e Telêmaco Borba. A festa comemorada no dia 22, no Espaço Memorial, contou com exposições de fotos e vídeos, lançamentos de produtos e serviços e da Campanha “50 anos”. O ano de ouroÉ impossível não associar a história da fotografia à vida de Terumi Koga, proprietário da Foto Célula, empresa que este ano comemora 50 anos de trabalho
Vivian Fukushima Uma bonita festa que contou com a presença de familiares, amigos, parceiros e clientes. Assim foi a comemoração dos 50 anos da Foto Célula, realizado no dia 22, no Espaço Memorial. A bodas de Ouro contou também com exposição de fotos e vídeos, e lançamento de produtos e serviços e da Campanha “50 anos”. Na ocasião, um pouco da história de vida do proprietário Terumi Koga foi apresentada aos presentes, o que provou sua determinação e paixão pelo trabalho. Mas, apesar do sucesso, o começo não foi fácil. Quando decidiu ser fotógrafo, aos 12 anos de idade, por incentivo de seu pai e para ajudar nas despesas da casa, época morava em Paraguaçu Paulista, no interior de São Paulo, nem de longe passava pela sua cabeça que o tempo e muito trabalho o transformariam em um dos mais sólidos empresários da fotografia em todo o Sul do Brasil. A abertura da primeira loja foi em Rolândia em 1961. Desde então a Foto Célula sofreu várias transformações acompanhando de perto as mudanças pelas quais a área da fotografia passou. Em 1976 foi aberta a primeira loja em Londrina, na Rua Sergipe, 183. Nesta época, Koga coletava filmes na região para serem revelados em São Paulo, onde ficavam os laboratórios para revelação em ampliação colorida. Este processo demorava de três a quatro dias entre o envio e o recebimento das fotos de Londrina à capital paulista. Mas, pensando em facilitar o trabalho, em 1982 montaram o primeiro laboratório na cidade, o que diminuiu o tempo de entrega do serviço. O empresário conta que quando começou o trabalho nessa área, a revelação era em chapa de vidro. “Elas eram muito frágeis e quebravam facilmente”, conta. Em seguida, as chapas de vidro foram substituídas pelo papel fotográfico e depois pelo filme, o que, segundo Koga, foi um grande avanço. O empresário presenciou também a chegada da fotografia colorida, dos minilabs - centro de processamento de filmes e cópias fotográficas de dimensões reduzidas, em oposição às usinas de processamento de fotos de grandes dimensões para produção em larga escala - e minilabs digitais. O surgimento do minilab foi, inclusive, a transformação que mais marcou sua vida profissional. “Isso melhorou bastante nosso trabalho. Sinto saudade dessa época”. Quanto à ascensão das fotos digitais, Koga comenta que tal fato facilitou muito a vida de fotógrafos e amadores, o que, de certa forma, acabou desvalorizando o trabalho de bons profissionais. “No tempo do filme, um fotógrafo tirava no máximo 300 fotos em um casamento. E dessas, pelo menos 80% tinha que sair boa. Hoje, com as máquinas digitais, fotógrafos chegam a tirar três mil fotos de um só evento. É mais fácil acertar assim”. Cinquenta anos depois, a pequena loja se transformaria em uma das mais principais empresas do ramo da fotografia no exigente mercado da imagem. Atualmente, a Foto Célula conta com mais de 100 colaboradores em oito lojas espalhadas por Londrina, Cornélio Procópio, Rolândia e Telêmaco Borba. “Fotografia é história, é o registro de um momento. Chegar aos 50 anos de Foto Célula é uma felicidade. Foram anos de muito trabalho, dedicação e o apoio da família foi essencial”, afirma Koga.
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