Profissões em alta
Sáb, 21 de Janeiro de 2012 10:32    PDF Imprimir E-mail
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2101engenharia-chNa UEL, o curso de engenharia civil foi o segundo mais concorrido. Na Fuvest, saltou da quinta colocação no ano passado, para a primeira, neste ano. Segundo especialistas, a explicação para este fato é simples: o crescimento do mercado de trabalho da área. De acordo com pesquisa da Revista Você/AS,  as áreas de conhecimento que ganharão projeção no mercado de trabalho e precisarão de profissionais para os próximos anos são as carreiras relacionadas à engenharia, tecnologia da informação, energia, sustentabilidade, entretenimento e saúde.









De olho no mercado de trabalho

Levar em conta a vocação pessoal, além de pesquisar novidades e tendências no mercado, é a melhor maneira de acertar na escolha da profissão

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Da Redação 

Na última terça-feira, 10, a Universidade Estadual de Londrina divulgou a lista dos 3,1 mil aprovados no Vestibular 2012. Novamente, o curso de medicina foi o mais procurado, seguido de Engenharia Civil e Biomedicina. A cada ano, os cursos na  área de Engenharia conquistam novos adeptos. No vestibular da Fuvest, em São Paulo, o cenário foi ainda mais surpreendente. O curso de Engenharia Civil do campus de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP) foi o mais concorrido saltando da 5ª colocação com 36,52 candidatos por vaga na edição anterior, para 52,27 neste ano.

 

Segundo os estudos da rede Laureate, divulgada pela revista Você S/A, de novembro de 2011, as áreas de conhecimento que ganharão projeção no mercado de trabalho e precisarão de profissionais para os próximos anos são as carreiras relacionadas à engenharia, tecnologia da informação, energia, sustentabilidade, entretenimento e saúde.

 

De acordo com especialistas, o aumento da competitividade no curso de Engenharia nos vestibulares deste ano responde as expectativas do desenvolvimento  da área. “Isso se deve principalmente pelo crescimento econômico, a expansão de mercados internacionais como o da China, e outros fatores”, explica a gerente da setorial do Grupo Foco no Paraná, Maria Cristina Hilario.

 

Ganha ainda uma atenção especial as profissões relacionadas ao meio ambiente e aos recursos naturais como Engenharia Ambiental e Engenharia de Petróleo, sendo um mercado aberto por mais 10 ou 15 anos, afirma a analista e consultora profissional Lígia Guerra. A área de Tecnologia da Informação (TI) também é uma forte aposta. “Há uma grande necessidade de agilidade nos processos e controles da informação”, explica Lígia.

 

Novidades – Há diversas profissões, algumas pouco conhecidas, que estão ganhando terreno no mercado de trabalho. Muitas, apontadas pela revista Você S/A, são áreas que não implicam necessariamente em uma formação específica. Um exemplo disso é o profissional de ecorrelações, que abrange engenheiros ambientais, ecologistas, administradores, profissionais de marketing e economistas.

 

E segundo Sergio Cesarino, diretor executivo do Grupo Catho em Curitiba, entrevistado pela Gazeta do Povo online, “a tendência é de sinergia e fusão de várias áreas do conhecimento humano como ciência, tecnologia, sociologia, filosofia e arte.”

 

É necessário estar atento às perspectivas do mercado de trabalho, porém, especialistas indicam não se ater somente a este critério. Kennia Moura Silveira, 21 anos, está no segundo ano do curso de Farmácia na UEL. Porém, no início, a estudante passou por todas as angústias de um vestibulando. “Antes de decidir por Farmácia, já tinha pensado em outras opções como Química e Psicologia. Sempre levei em conta a minha vocação, prestando atenção nas disciplinas que eu me dava melhor e o meu temperamento. Mas também, pesquisava muito sobre a profissão, como estava o mercado de trabalho, quais seriam as minhas oportunidades dentro dessa área e o salário.” Marilyn de Lima, responsável pela Agência Brasileira de Estágio Ltda (ABRE) de Londrina, concorda que deve haver o equilíbrio entre a realização profissional e a pessoal.

 

“O que está em baixa é o profissional pouco preparado, com conhecimento específico, sem domínio de línguas estrangeiras e que queira trabalhar em grandes centros. Nenhuma profissão por si só está em baixa”, diz Marcos Schlemm, consultor sênior da Acta.

 

Marilyn dá a dica para a imersão no mundo dos grandes. “Hoje os empresários levam muito em conta se a pessoa se identifica com o perfil e os valores da empresa. O mercado está bastante competitivo, então, o profissional deve estar mais preparado, deve ter capacidade de adaptação e ser flexível”.