| Japão enfrenta dificuldades na economia | ||||
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| Economia | |||
Exportações crescem pelo oitavo mês seguido e moeda atinge maior valor em relação ao dólar nos últimos 15 anos. No entanto, perda da competitividade no comércio internacional intensifica deflação e empresas perdem valor na bolsa de Tóquio. Índice Nikkei atingiu, no início de setembro, menor nível em 16 meses.
Alta do iene desestabiliza economia japonesa Aumento das exportações provoca valorização da moeda frente ao dólar Divulgação
Oscar Fujiwara Especial para Paraná Shimbun
Afetada fortemente pela crise econômica mundial, iniciada no segundo semestre de O comércio mundial sofreu as consequências da crise e países cujas economias são apoiadas nas exportações, como é o caso do Japão, tiveram suas receitas comprometidas. Entretanto, desde o ano passado o país começou a apresentar sinais de que se reestruturava financeiramente, mesmo que lentamente. Em julho deste ano as exportações do país cresceram 23,5% , em relação ao mesmo período de 2009, oitava alta consecutiva. Já as importações tiveram um incremento de 15,7%. O índice de desemprego diminuiu para 5,2%, no mesmo mês, frente ao máximo de 5,6%, atingido em julho de 2009. Mesmo com essa aceleração no ritmo das exportações, o país nipônico perdeu, de acordo com os números referentes ao segundo trimestre deste ano (abril-junho), o posto de segunda economia mundial para a China. O PIB trimestral chinês ficou em US$ 1,34 trilhões, enquanto que o do Japão em US$ 1,29 trilhões. Porém, a grande quantidade de dólares que entram com as exportações, aliada a uma política cambial de pouca interferência, atualmente provoca a valorização do iene frente ao dólar. No dia 24 de agosto a moeda japonesa atingiu seu maior nível nos últimos 15 anos em relação à moeda norte-americana, no qual somente 84,14 ienes equivaliam a 1 dólar. “A curto prazo a intervenção do governo na economia é interessante, porém, a longo prazo pode ser desastrosa e provocar uma desestabilização da concorrência”, lembra o professor do curso de Administração da Unopar, Carlos Eduardo Boni. A alta do iene acarreta a perda da competitividade no comércio internacional, uma vez que os produtos japoneses, de alto valor agregado em sua grande maioria, se tornam mais caros para as nações compradoras, que buscam fornecedores com preços mais atrativos, o que acaba ameaçando sua balança superavitária. A bolsa de Tóquio sente diretamente os desdobramentos do cenário, e o índice Nikkei 225 chegou ao seu menor nível nos últimos 16 meses - 8.796, 02 pontos na manhã do pregão de quinta-feira, dia 1 de setembro. Somente no mês de agosto a queda foi de aproximadamente 7,5%. No primeiro trimestre de 2010, a taxa anualizada de crescimento do Japão foi de 5%, já no segundo trimestre, o número caiu para 0,4%. Outro problema que o Japão enfrenta com a alta do iene e perda da competitividade internacional é a deflação. Como forma de combater o percalço, o Banco do Japão (Banco Central) decidiu manter os juros a 0,1% e aumentar de 20 para 30 trilhões de ienes o valor dos empréstimos excepcionais a curto prazo.
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Exportações crescem pelo oitavo mês seguido e moeda atinge maior valor em relação ao dólar nos últimos 15 anos. No entanto, perda da competitividade no comércio internacional intensifica deflação e empresas perdem valor na bolsa de Tóquio. Índice Nikkei atingiu, no início de setembro, menor nível em 16 meses.










