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Consciência com o 13ºQuando bem administrado, salário pode proporcionar mais estabilidade financeira Crédito: Claudio Nonaca
Oscar Fujiwara Especial para o Paraná Shimbun
O final do ano, além de representar um período de festas e viagens, é uma época na qual a maioria dos brasileiros recebe o 13º salário. Esta entrada em dobro de dinheiro nas contas bancárias, se bem administrada, pode ajudar muitos a saírem de situações financeiras mais incômodas e se planejarem para o ano seguinte. Apesar dos gastos comuns dessa época do ano, é preciso muito cuidado com as despesas no mês de dezembro, para que não haja o comprometimento nos pagamentos dos meses futuros. “Culturalmente as pessoas não têm disciplina na hora de administrar os recursos financeiros e acabam assumindo mais compromissos do que podem”, lembra Alexandre Assis, do Instituto de Consultoria Econômica iAGIR. O final de ano com mais dinheiro em caixa ajuda a cobrir as despesas do início do próximo ano. Impostos como IPVA, IPTU, além de gastos com matrículas e material escolares deixam o primeiro bimestre com encargos extras, e uma boa provisão ajuda a aliviar o peso dos pagamentos. O saldo de dívidas acumuladas é um dos primeiros pontos que merece a atenção dos assalariados, uma vez que possibilita a redução do comprometimento dos salários nos meses seguintes, provocado pelo acúmulo dos juros e perpetuação das obrigações financeiras. “Devem ser pagas primeiro as dívidas menores, pois representam um custo financeiro mais baixo, em relação aos salários e dificultam menos as operações com dinheiro. Com as dívidas maiores há a possibilidade da renegociação com credores”, ressalta Assis. Os empregadores também devem se planejar em relação ao pagamento dos décimo-terceiros e uma atenção especial a esse gasto ajuda a reduzir o impacto nas finanças. “A maioria das empresas não tem o hábito de fazer uma provisão do 13º. Como depositar esse recurso na poupança, em época anterior ao pagamento, por exemplo. Outra possibilidade é o pagamento do 13º ao longo do ano, não concentrando todos nos últimos meses”, afirma Assis. Segundo pesquisa realizada pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), 57% dos consumidores pretende usar o 13º salário para o pagamento de dívidas já contraídas, 19% para a compra de presentes, 12% pretendem salvar a quantia para os gastos de início de ano e 3% para o pagamento e reforma de residência. Apenas 3% dos consultados afirmaram que pretendem poupar a quantia.
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Segundo pesquisa realizada pela Anefac, apenas 3% dos consultados afirmaram que pretendem poupar o dinheiro referente ao 13º salário. Se bem administrada, a quantia pode ajudar muitos a saírem de situações financeiras mais incômodas e se planejarem para o ano seguinte. Porém, de acordo com economista, muitos não administram bem os recursos e assumem mais compromissos do que podem.









