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O que, a princípio, parece não ser uma boa idéia devido ao alto preço de aquisição - como uma TV de LED, por exemplo - pode se tornar uma opção bastante atraente, se levado em consideração seu baixo gasto de energia elétrica. Alunos da Unopar fizeram pesquisas com vários eletrodomésticos e verificaram o consumo elétrico e o que esses números significam no bolso dos brasileiros. Pequenos cuidados, grande economiaAlunos do CCET ensinam dicas simples para gastar menos energia com chuveiros, geladeiras, televisores, ferros de passar roupa, lâmpadas e computadores
Da Redação Atitudes simples como trocar uma lâmpada, separar a roupa que vai ser passada ou programar o computador para ficar em stand by podem significar uma boa economia de energia elétrica. As dicas explicadas pelos alunos Emerson Ferreira dos Santos, do 8º semestre de Engenharia Elétrica e Leandro Nunes, do 8º semestre de Engenharia da Computação, ajudam a diminuir a conta mensal cobrada pela Copel. Os dois estudam no Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET) da Unopar em Londrina. Juntos, eles calcularam o consumo de energia de vários modelos de televisores, tipos de lâmpadas, geladeiras, ferro de passar roupa e computador, o que resultou num verdadeiro manual de regras práticas para gastar menos eletricidade em casa. Eles descobriram que o modelo mais caro de televisão, a LED, é o que também proporciona o melhor custo-benefício. A experiência foi feita comparando os gastos de energia elétrica entre quatro tipos de tevê: o modelo mais tradicional de tubo, o de plasma, a LCD e a LED. Depois de medir a corrente elétrica e a tensão e transformar os valores em reais, os alunos concluíram que se estes quatro aparelhos ficassem ligados 12 horas por dia durante um mês, a tevê de tubo gastaria o equivalente a R$ 23,00; a de plasma R$ 37,38, a LCD R$ 25,21 e a LED R$ 19,37. E embora a tevê LED custe mais caro, segundo os alunos, ela tem uma vida útil até seis vezes maior do que as outras. Caso você queira economizar mas não possa trocar a sua tevê por enquanto, que tal começar a troca pelas lâmpadas da sua casa? De acordo com o professor Carlos Henrique Gorges Vici, diretor do CCET, vale a pena substituir as incandescentes pelas fluorescentes. Em um mês, usando uma média de seis horas por dia, a lâmpada fluorescente significa uma economia de R$ 6,74 na conta de luz. Como o preço médio desta lâmpada é de R$ 6, em um mês você recupera o investimento. Além disso, as fluorescentes duram de seis a oito vezes mais do que as incandescentes. No entanto, aqui vale um alerta: como as lâmpadas fluorescentes não esquentam, precisam ser protegidas da umidade se colocadas em banheiros ou áreas externas. As novas lâmpadas de LED custam mais caro porém gastam menos e iluminam muito mais. Veja só: uma lâmpada LED de 1,5W produz mais de 1000 lux (medida de iluminação); uma lâmpada incandescente de 100W produz 600 lux e a fluorescente de 25W ilumina até 400 lux. Na hora do banho a tecnologia também ajuda a economizar, não só energia elétrica mas também água. Isso acontece porque a ducha eletrônica permite o controle linear da temperatura. Já a ducha elétrica geralmente só oferece duas intensidades de temperatura (inverno e verão) e para obter maior conforto térmico é preciso aumentar ou diminuir a quantidade de água. “Na compra de todos estes equipamentos é preciso sempre exigir o selo do Inmetro”, lembra o professor Carlos Henrique. Passando roupa O ferro elétrico consome muita energia para esquentar, portanto, é bom juntar uma boa quantidade de roupa para passar de cada vez. “O correto é começar sempre pela menor potência do seletor e ir aumentando, gradativamente. Para isso é preciso separar a roupa por tipo de tecido”, ensina o professor. Outra vantagem deste cuidado é preservar a roupa já que tecidos mais sensíveis ao calor, como os sintéticos, duram menos se forem passados com o ferro muito quente. O processo de funcionamento das geladeiras antiga e moderna é o mesmo mas a eficiência e o consumo de energia são bem diferentes. As mais antigas consomem mais, principalmente se a borracha de vedação não estiver em perfeitas condições. Para verificar isso existe um teste bem simples: coloque uma folha de papel entre as borrachas e feche a porta da geladeira. Se a folha ficar fixa no lugar, as borrachas estão boas; se ela cair, está na hora de trocar as borrachas. Este teste vale para qualquer geladeira. Outra dica é evitar o uso de tecidos ou toalhas de papel sobre as prateleiras das geladeiras. Elas impedem a circulação interna do gás. É preciso também manter a geladeira bem nivelada para não causar problemas na estrutura com a conseqüente entrada de ar quente. Se puder escolher, compre sempre geladeiras com duas portas. Desta forma, ao abrir o congelador, você não precisa abrir a geladeira toda, evitando a entrada de ar quente. Evite também colocar alimentos quentes na geladeira. Isso vai aumentar o ciclo térmico e o consumo de energia. Finalmente, nada de secar sapatos e roupas atrás da geladeira. Para o computador, a dica é bem simples: programe o equipamento para entrar em modo stand by (tanto o monitor quando o CPU) quando você não estiver usando. Com isso você consegue economizar até R$ 6 por mês, com uma média de uso de 8 a 12 horas por dia. “Uma tevê LED, que é o modelo mais econômico, se ficar sem uso mas ligada na tomada o mês inteiro, vai gastar o equivalente a R$0,17 de energia. Pode parecer pouco mas quando a gente pensa em todos os equipamentos de uma casa que ficam ligados na tomada, o gasto se torna bem maior”, diz Leandro. O professor Carlos Henrique conclui: “Minha recomendação é que as pessoas tirem os equipamentos da tomada, principalmente se forem viajar ou se não forem usá-los durante várias horas. É uma ação tão simples que além de economizar energia preserva os aparelhos durante uma tempestade, por exemplo; no caso dos computadores, também protege contra os hackers”.
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