Atenção dentro de casa
Ter, 01 de Novembro de 2011 12:31    PDF Imprimir E-mail
Economia

O que, a princípio, parece não ser uma boa idéia devido ao alto preço de aquisição -  como uma TV de LED, por exemplo -  pode se tornar uma opção bastante atraente, se levado em consideração seu  baixo gasto de energia elétrica. Alunos da Unopar  fizeram pesquisas com vários eletrodomésticos e verificaram o consumo elétrico e o que esses números significam no bolso dos brasileiros.



Pequenos cuidados, grande economia

Alunos do CCET ensinam dicas simples para gastar menos energia com chuveiros, geladeiras, televisores, ferros de passar roupa, lâmpadas e computadores

 


                                                                                         Foto: Divulgação
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A TV de Led é o modelo mais caro, porém, o que oferece o menor gasto de energia

Da Redação

Atitudes simples como trocar uma lâmpada, separar a roupa que vai ser passada ou programar o computador para ficar em stand by podem significar uma boa economia de energia elétrica. As dicas explicadas pelos alunos Emerson Ferreira dos Santos, do 8º semestre de Engenharia Elétrica e Leandro Nunes, do 8º semestre de Engenharia da Computação, ajudam a diminuir a conta mensal cobrada pela Copel. Os dois estudam no Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET) da Unopar em Londrina. Juntos, eles calcularam o consumo de energia de vários modelos de televisores, tipos de lâmpadas, geladeiras, ferro de passar roupa e computador, o que resultou num verdadeiro manual de regras práticas para gastar menos eletricidade em casa.

Eles descobriram que o modelo mais caro de televisão, a LED, é o que também proporciona o melhor custo-benefício. A experiência foi feita comparando os gastos de energia elétrica entre quatro tipos de tevê: o modelo mais tradicional de tubo, o de plasma, a LCD e a LED. Depois de medir a corrente elétrica e a tensão e transformar os valores em reais, os alunos concluíram que se estes quatro aparelhos ficassem ligados 12 horas por dia durante um mês, a tevê de tubo gastaria o equivalente a R$ 23,00; a de plasma R$ 37,38, a LCD R$ 25,21 e a LED R$ 19,37. E embora a tevê LED custe mais caro, segundo os alunos, ela tem uma vida útil até seis vezes maior do que as outras.

Caso você queira economizar mas não possa trocar a sua tevê por enquanto, que tal começar a troca pelas lâmpadas da sua casa? De acordo com o professor Carlos Henrique Gorges Vici, diretor do CCET, vale a pena substituir as incandescentes pelas fluorescentes. Em um mês, usando uma média de seis horas por dia, a lâmpada fluorescente significa uma economia de R$ 6,74 na conta de luz. Como o preço médio desta lâmpada é de R$ 6, em um mês você recupera o investimento. Além disso, as fluorescentes duram de seis a oito vezes mais do que as incandescentes.

No entanto, aqui vale um alerta: como as lâmpadas fluorescentes não esquentam, precisam ser protegidas da umidade se colocadas em banheiros ou áreas externas.

As novas lâmpadas de LED custam mais caro porém gastam menos e iluminam muito mais. Veja só: uma lâmpada LED de 1,5W produz mais de 1000 lux (medida de iluminação); uma lâmpada incandescente de 100W produz 600 lux e a fluorescente de 25W ilumina até 400 lux.

Na hora do banho a tecnologia também ajuda a economizar, não só energia elétrica mas também água. Isso acontece porque a ducha eletrônica permite o controle linear da temperatura. Já a ducha elétrica geralmente só oferece duas intensidades de temperatura (inverno e verão) e para obter maior conforto térmico é preciso aumentar ou diminuir a quantidade de água. “Na compra de todos estes equipamentos é preciso sempre exigir o selo do Inmetro”, lembra o professor Carlos Henrique.

Passando roupa

O ferro elétrico consome muita energia para esquentar, portanto, é bom juntar uma boa quantidade de roupa para passar de cada vez. “O correto é começar sempre pela menor potência do seletor e ir aumentando, gradativamente. Para isso é preciso separar a roupa por tipo de tecido”, ensina o professor. Outra vantagem deste cuidado é preservar a roupa já que tecidos mais sensíveis ao calor, como os sintéticos, duram menos se forem passados com o ferro muito quente.

O processo de funcionamento das geladeiras antiga e moderna é o mesmo mas a eficiência e o consumo de energia são bem diferentes. As mais antigas consomem mais, principalmente se a borracha de vedação não estiver em perfeitas condições. Para verificar isso existe um teste bem simples: coloque uma folha de papel entre as borrachas e feche a porta da geladeira. Se a folha ficar fixa no lugar, as borrachas estão boas; se ela cair, está na hora de trocar as borrachas. Este teste vale para qualquer geladeira. Outra dica é evitar o uso de tecidos ou toalhas de papel sobre as prateleiras das geladeiras. Elas impedem a circulação interna do gás. É preciso também manter a geladeira bem nivelada para não causar problemas na estrutura com a conseqüente entrada de ar quente. Se puder escolher, compre sempre geladeiras com duas portas. Desta forma, ao abrir o congelador, você não precisa abrir a geladeira toda, evitando a entrada de ar quente. Evite também colocar alimentos quentes na geladeira. Isso vai aumentar o ciclo térmico e o consumo de energia. Finalmente, nada de secar sapatos e roupas atrás da geladeira.

Para o computador, a dica é bem simples: programe o equipamento para entrar em modo stand by (tanto o monitor quando o CPU) quando você não estiver usando. Com isso você consegue economizar até R$ 6 por mês, com uma média de uso de 8 a 12 horas por dia. “Uma tevê LED, que é o modelo mais econômico, se ficar sem uso mas ligada na tomada o mês inteiro, vai gastar o equivalente a R$0,17 de energia. Pode parecer pouco mas quando a gente pensa em todos os equipamentos de uma casa que ficam ligados na tomada, o gasto se torna bem maior”, diz Leandro.

O professor Carlos Henrique conclui: “Minha recomendação é que as pessoas tirem os equipamentos da tomada, principalmente se forem viajar ou se não forem usá-los durante várias horas. É uma ação tão simples que além de economizar energia  preserva os aparelhos durante uma tempestade, por exemplo; no caso dos computadores, também protege contra os hackers”.