Editorial
Menos emprego em 2011
Ter, 31 de Janeiro de 2012 16:32    PDF Imprimir E-mail
Editorial

De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, (Caged) do Ministério do Trabalho, divulgados na semana passada, o número de vagas formais caiu 50,64% em Londrina no ano passado. Em 2011 foram criadas 5907 vagas de trabalho contra 11968 em 2010. Londrina, aliás, foi a cidade que teve menor evolução de crescimento de empregos, entre as seis principais do Estado, ficando atrás de Foz do Iguaçu, Cascavel, Ponta Grossa, Maringá e Curitiba. Ainda segundo o Caged, a queda no número de vagas não preocupa alguns setores. Em matéria publicada no Jornal de Londrina de 25 de janeiro de 2012, o diretor da Labor Trabalho Temporário, Silvio Lopes, afirma que os dados de 2010 não devem ser adotados como parâmetros já que foi o ano de retomada depois da crise de 2008. Além disso, o setor de serviços,  construção civil e comércio apresentaram desempenho positivo.No entanto, o fato de Londrina estar bem atrás de outras cidades paranaenses no ranking de geração de empregos, mostra a falta de um plano de desenvolvimento da região. Diversos setores mostram otimismo para 2012. O que falta é o apoio do estado e município para que o ano realmente seja como o esperado. A segunda maior cidade do estado não pode parar. E para isso, a geração de empregos precisa aumentar.

 
É hora de preparar o bolso
Sáb, 21 de Janeiro de 2012 10:47    PDF Imprimir E-mail
Editorial

Apesar de ainda encontrar colado nas portas de diversos estabelecimentos comerciais da cidade  “ Férias Coletivas”, o ano de 2012 definitivamente já começou, e com ele, muitas despesas. Algumas recorrentes, outras decorrentes da falta de planejamento no final do ano. IPTU, IPVA, seguro do carro, material escolar, matrícula e uniformes, para os que têm filhos, sem contar as parcelas do cartão de crédito usado nas compras e festas de fim de ano. É, começar o ano, definitivamente, não é só festa. Mas, para amenizar essa dor de cabeça,  vários especialistas dão dicas para não se endividar ou perder dinheiro. Uma delas é pagar as contas de início de ano sempre à vista e com desconto. Evitar atrasos no caso dos tributos como IPVA e IPTU ,pois isso pode resultar em multas, algumas com até 20% do valor do tributo. Em relação aos cartões de crédito, adiar o pagamento ou mesmo pagar o valor mínimo é sempre a pior escolha, já que o juro cobrado no cartão é o maior do mercado.  Os gastos com materiais escolares e uniformes também podem pesar no bolso, e, por isso, pesquisar preços, optar pelo pagamento à vista  e até mesmo pechinchar são sempre alternativas para os pais que não querem fugir do orçamento. A principal dica é sempre anotar receitas e despesas e nunca gastar além. Ter uma reserva de emergências também é interessante, afinal, segundo  economistas, emergências sempre acontecem . Fugir das contas, de nada adianta. Mas pagá-las ou negociá-las da melhor maneira é questão de organização e bom senso.

 
Londrina não escapa
Qua, 18 de Janeiro de 2012 16:50    PDF Imprimir E-mail
Editorial

O novo ano mal começou e uma vergonha  veio à tona graças a denúncia do programa Fantástico, da Rede Globo, no domingo, 8. Trata-se de um esquema de fraude em postos de combustíveis de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, que utiliza um chip especial na placa das bombas que permite ao proprietário do posto abastecer menos que o mostrado na bomba. De acordo com o Inmetro e o Ipem, devido à avançada tecnologia utilizada no esquema, é quase impossível flagrar esse tipo de fraude, já que o chip é acionado por um controle remoto, muito parecido com aqueles usados para abrir portões, e pode ficar no bolso de qualquer pessoa. E apesar da reportagem focar apenas essas três capitais, cidade interioranas, como é o caso de Londrina, não escapam do esquema. Na reportagem do Jornal de Londrina de 10 de janeiro deste ano, Roberto Fregonese, presidente do Sindicombustíveis, afirmou que “as coisas que acontecem em Curitiba acontecem em dobro em Londrina  porque a fiscalização é ainda menor”. Fregonese disse também que ajudou nas investigações da Associação Brasileira de Combate à Fraude. Além de pagar caro pelo combustível, o brasileiro ainda não leva tudo aquilo que comprou. No entanto, quem mais é lesado com essa prática é quem menos reclama: o próprio consumidor, afirmou  o coordenador do Procon de Londrina, Carlos Neves Júnior. Infelizmente, devida a tecnologia utilizada, o consumidor ainda não consegue saber quais postos realizam o esquema e em quantos litros está sendo roubado. Mas fiscalizar, reclamar e principalmente denunciar é obrigação de toda a população para que essas falcatruas parem de acontecer ou, pelo menos, diminuam.

 
Novo ano, novas perspectivas
Ter, 20 de Dezembro de 2011 12:04    PDF Imprimir E-mail
Editorial

Na semana passada, empresários japoneses estiveram em Londrina anunciando interesse em contratar profissionais capacitados para trabalharem na multinacional Sumitomo Rubber do Brasil, fabricante de pneus das marcas Dunlop e Falken. Neste caso, entende-se por “capacitados”, pessoas que falem fluentemente a língua japonesa, de preferência isseis, sanseis, nisseis, ou dekasseguis, já que a intenção é formar tradutores para auxiliar na comunicação entre a diretoria  e os operários. A língua japonesa sempre foi muito ligada somente aos japoneses e descendentes, diferentemente do inglês e espanhol, falado mundialmente, e bastante procurado nas escolas brasileiras. No entanto, aos poucos, esse cenário está mudando. Escolas de línguas já oferecem o idioma e até colégios públicos ensinam o japonês gratuitamente, como é o caso, em Londrina, do Vicente Rijo e Nilo Peçanha. Outro dado interessante é o aumento de não nikkeis que procuram a língua japonesa. Atualmente, um dos idiomas mais valorizados, depois do inglês e espanhol, é o chinês, devido à expansão de seu mercado. No entanto, aprender outras línguas, como o japonês, também é bastante vantajoso para quem quer um diferencial no currículo. Além de vantagens em processos seletivos de grandes empresas, é válido lembrar que o Brasil será sede da Copa do Mundo de Futebol em 2014 e é grande a pressão para que a seleção japonesa se hospede no Paraná. Para aqueles que pensam em disputar uma vaga de emprego temporário na Copa - e sair na frente - é bom lembrar desses detalhes.

 
Será que resolve?
Seg, 05 de Dezembro de 2011 16:26    PDF Imprimir E-mail
Editorial

No início da semana os londrinenses  se deparam com o número recorde de emendas propostas pela Câmara ao orçamento da Prefeitura de Londrina em 2012. No total, foram 441 emendas - 122 a mais que as 319 apresentadas no ano passado, quando foi votado o orçamento de 2011. Isso representa um acréscimo de 38,24% com relação ao ano passado. O orçamento da Prefeitura para o ano que vem, tem previsão de receitas de R$ 1,035 bilhão, entre recursos próprios e repasses de outras esferas governamentais. Segundo informações, cerca de 80% das emendas são voltadas basicamente para os setores de obras, saúde e educação. No caso de obras, os vereadores sugerem pavimentação, recapeamento de ruas, iluminação de vias púbicas e reformas de praças e fundo de vale, entre outras. Em saúde e educação, a preocupação é com a construção de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e com a escola em tempo integral. Ao analisar os números, a população se pergunta: será que esse valores homéricos  irão, realmente, resolver os problemas dos londrinenses em 2012? Emendas são importantes, principalmente quando elaboradas a partir de necessidades da população. No entanto, com tantos escândalos de corrupção, desvios de dinheiro público, entre outros problemas que a cidade passou em 2011 especialmente nas três áreas abordadas – obras, saúde e educação- fica difícil acreditar que a boa vontade dos vereadores em atender às necessidades da população propondo emendas, realmente irá sair do papel. O tempo de promessas já passou. Para 2012, o que os londrinenses esperam são ações e resultados. E que esse dinheiro todo dê conta disso.

 


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