Aprender para viver mais
Sáb, 31 de Julho de 2010 19:35    PDF Imprimir E-mail
Editorial
Essa semana o Ministério do Trabalho, Saúde e Bem-estar Social do Japão divulgou um relatório que afirma que a expectativa de vida no país bateu novos recordes em 2009, especialmente no caso das mulheres, que alcançaram a maior expectativa de vida do mundo, com 86,44 anos. Este foi o 25º ano consecutivo de alta.
Entre os homens, a longevidade marcou o quarto ano seguido de alta, chegando aos 79,59 anos. Desde 2008 os homens japoneses aumentaram sua expectativa de vida em 0,30 anos, enquanto entre as mulheres esse número subiu para 0,39 anos, informou a agência Kyodo. Segundo o relatório do ministério, a principal causa do crescimento da expectativa de vida no Japão é a melhoria do tratamento médico das três doenças que provocam mais mortes no país: o câncer, os problemas cardíacos e os acidentes vasculares cerebral.
No Brasil, segundo o IBGE, a expectativa de vida da população é de 72,86 anos. Em 2008 (ano em que foi realizado o último relatório) a esperança de vida ao nascer masculina era de 69,11 anos, e a feminina, de 76,71 anos, quase dez anos a menos que as japonesas.
Que a medicina no Brasil evoluiu, isso não podemos negar. Porém, diferentemente do Japão, que investe na saúde em geral, aqui, apenas alguns setores avançaram, como, por exemplo, a área da cirurgia plástica. Já a situação da saúde pública, que atende milhões de idosos no país, continua cada vez pior. Idosos morrendo de gripe na fila de espera por uma consulta é inadmissível para um país em pleno desenvolvimento como o Brasil. Isso exemplifica a sua posição no ranking dos países com maior expectativa de vida do mundo, segundo a ONU: 92º lugar. Só para constar, o Japão está em 1º.
Também no quesito "investir mais na saúde", o Brasil ainda precisa aprender, e muito, com os japoneses.