Perda incalculável
Sex, 17 de Fevereiro de 2012 15:54    PDF Imprimir E-mail
Editorial

No final de semana passada Londrina perdeu parte de sua história quando o fogo destruiu o Teatro Ouro Verde. E a importância que o local representa para a cidade pode ser conferida  pela presença de dezenas de pessoas que se aglomeravam em frente ao Teatro , enquanto bombeiros tentavam apagar as chamas e também nos dias seguintes à tragédia. Segunda dados preliminares da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a construção de um novo teatro nos mesmos moldes do Ouro Verde custaria em torno de R$25 milhões. A tragédia, no entanto, serviu de alerta para uma importante questão, como mostrou a matéria da Folha de Londrina de 15 de fevereiro, sobre o estado de conservação de outros imóveis históricos da cidade. Entre eles a Praça Rocha Pombo, a antiga Rodoviária, onde hoje funciona o Museu de Arte, e o palacete que pertenceu à família de Celso Garcia Cid, na Avenida Higienópolis. Todos esses pontos foram tombados como patrimônio histórico e cultural pelo governo do Estado, o que, na teoria, garante que a história seja preservada. No entanto, são mais 180 tombamentos históricos no Paraná, o que dificulta a administração desses imóveis por parte do Estado e municípios.  Apesar de ser de responsabilidade desses órgãos garantir a manutenção dos pontos históricos do estado, a população também precisa ter consciência de que esses locais fazem parte de sua história. Derramar lágrimas depois que um imóvel histórico desaparece não ajuda muito. Já um simples ato de não jogar lixo nas ruas, praças e outros locais públicos é uma boa maneira de demonstrar respeito.