| Vantagens do intercâmbio | ||||
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| Educação | |||
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Morar ou conviver com pessoas de outros países traz experiências incontestáveis para a vida toda. Bolsistas e ex-bolsistas londrinenses da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) contam os benefícios adquiridos com o intercâmbio de estudos do outro lado do mundo. Segundo eles, responsabilidade e maturidade são os principais aprendizados. Intercâmbio, benefícios para toda a vidaResponsabilidade, amadurecimento e espírito de lideranças são consequências da vivência em outro país
Mayhara Nogueira
Se viajar para outro país já é uma experiência enriquecedora e rende grandes aprendizados, imagine morar e conviver com outras culturas durante alguns meses? Bolsistas e ex-bolsistas londrinenses da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) contam os benefícios de embarcar em um intercâmbio de estudos do outro lado do mundo. O engenheiro Alexandre Takaoka, de 26 anos, foi bolsista da Jica em 2009. Ele estudou na Escola de Construção de Sapporo, capital de Hokkaido, durante um ano. Segundo Takaoka, a vontade de fazer intercâmbio sempre fez parte dos seus planos. “Desde a faculdade já planejava essa experiência devido ao meu contato frequente com ex- bolsistas”, lembra. Primeiramente, a intenção do intercâmbio foi para conhecer técnicas aplicadas nas construções japonesas, mas o engenheiro confessa ter aprendido muito mais. “O contato com a cultura e com a comunidade japonesa foi muito intensa. A experiência transformou minha forma de estudar, de trabalhar e de conviver com as pessoas”, afirma. Takaoka explica que a Jica realiza diversas atividades de integração para os seus bolsistas como matsuris, cursos de origami, caligrafia japonesa, ikebana, culinária, trabalhos com crianças, idosos e deficientes físicos. “Eles oferecem oportunidades de aprendizado que dificilmente teríamos no Brasil. É transformador”, explica o engenheiro e comenta que a recíproca também acontece. “Levamos materiais com informações sobre a cultura da nossa cidade e país para apresentar para os outros estudantes. É uma grande troca.” A intenção de formar líderes também é uma forte característica do programa de bolsas de estudo. “A JICA tem interesse em que os jovens, após o término do treinamento, voltem para o Brasil e se dediquem à profissão em favor do desenvolvimento da comunidade.” Na opinião de Takaoka - que hoje em dia recepciona profissionais e bolsistas do Japão - a iniciativa de se inserir no curso e todas a experiências adquiridas no período acaba sendo um grande diferencial na vida do jovem.
Rumo à Tóquio: A médica Viviane Mayumi Endo, de 25 anos, presta residência no Hospital Universitário de Londrina , HU, e está de malas prontas. Ela embarca rumo à Tóquio, com a intenção de fazer um curso de dois meses na área de Hematologia no National Câncer Center. “ Será muito interessante conhecer como funciona os diagnósticos e os tratamentos de doenças hematológicas, os transplantes de medula, porque o país é bastante avançado comparado ao Brasil”, explica. A jovem, que leva na bagagem fotos do HU e informações a respeito do sistema de saúde de Londrina, comenta que a vontade de fazer o curso no Japão foi motivada não só pelo crescimento pessoal e profissional que irá adquirir, mas também por poder contribuir, de alguma forma, com o desenvolvimento da cidade. “Posso viajar e fazer cursos fora, mas quero ficar em Londrina, onde pretendo alavancar minha carreia”, conta.
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