| Praça do Japão passa por sua 3ª reforma | ||||
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| Especial | |||
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CURITIBA Praça do Japão terá piso trocado e biblioteca especializada
Denise Somera
Obras começaram em fevereiro, e a entrega está prevista para abril
![]() O ano do centenário chegou e com ele, várias homenagens e obras espalhadas pelas cidades do Paraná. São parques, monumentos, praças e reformas em geral, dando ao Estado uma cara “japonesa” por onde se passar. Em Curitiba, a Praça do Japão, ícone oriental da cidade, recebe sua terceira reforma estrutural, iniciada em fevereiro deste ano com entrega prevista para abril (e inauguração em junho). São R$ 370 mil para troca de piso, paisagismo, mudança de lagos, reforma da casa e troca de locais de alguns dos monumentos. Já esperada desde o ano passado, e depois de diversas discussões sobre a “função” da praça, a reform traz ainda um item inesperado: uma biblioteca para consulta, com um acervo sobre cultura japonesa em português e em japonês, com apoio da Secretaria Municipal de Educação (ver box).A praça foi construída em 1962, e teve sua primeira reforma em 1979, sendo então “cortada” pela linha do ônibus biarticulado em sentido ao bairro “Capão Raso”. Na época, a praça ficou praticamente transformada em duas: a praça de cima, com a casa, lagos, paisagismo mais coerente e monumentos, e a parte de baixo, menor e quase sem nenhuma caracterização oriental. Nesta reforma, a parte de baixo não será contemplada “por motivo de falta de verbas”, segundo a arquiteta responsável, Denise Murata. Toda a calçada da será modificada, passando dos tons marrons para o cinza. “A mudança da cor da calçada dará bastante destaque”, explica Denise. Atualmente com seis lagos, a praça passará a ter cinco, e as carpas que eram criadas lá foram transferidas temporariamente para a Secretara do Meio Ambiente, até o término da obra. A casa, que tem o formato de pagode oriental, será reformada em sua parte hidráulica, cobertura, pintura, banheiro e cozinha. A princípio, as atividades realizadas lá continuarão a funcionar normalmente (cerimônia do chá e meditação). “A Praça do Japão sempre foi uma referência da cultura oriental na cidade. A reforma nos dá um pouco mais de estrutura para trabalhar nas atividades que não param de aparecer”, explica Claudia Suemi Hamasaki, responsável pela administração da praça, por parte do Clube Nikkei. Ela organiza mensalmente junto à comunidade os mini-matsuris, que reúne jovens otakus (fãs de cultura pop japonesa) atrás de referência e cultura vinda do outro lado do mundo. Segundo Suemi, será difícil organizar no local eventos como os matsuris principais da cidade (Hana, Imin e Haru), mas ela faz uma ressalva: “o Hana deveria ser sempre na Praça”. Com a comemoração do nascimento de Buda e a referência ao jardim Lumbini, a Praça do Japão é sempre palco do matsuri, que é o primeiro grande evento cultural e gastronômico do ano, em abril (em 2008, o Hana Matsuri será no Bosque São Cristóvão, em Santa Felicidade). Suemi acredita que os mini-matsuris retornarão somente em julho.A estátua de Buda será trocada de local, ficando entre o lago e o portal da praça. O paisagismo está sendo assessorado pelo arquiteto Makoto Hirono, que acompanhará toda a execução. Ele é criador de plantas orientais e tem também como objetivo ministrar workshops na cidade para a manutenção da praça, como podas e principais cuidados. Mais do que um simples espaço público de “respiro” da cidade, a Praça do Japão é referência conquistada pela comunidade nikkei da cidade. Praça ganha bibliotecaUm projeto que nasceu dentro da comissão Imin 100 da Prefeitura de Curitiba, a biblioteca que funcionará dentro da estrutura da Praça do Japão é prova da transformação do espaço público. Mais do que somente um local arborizado, a praça transformou-se em um ponto de busca de cultura e troca de experiências. No ano passado, a Secretaria Municipal de Educação fez uma compra de livros de literatura e cultura japonesa para toda a rede de escolas municipais, montando kits para a distribuição nas bibliotecas e centros de educação. Foram iniciadas também oficinas de origami e haicai, inserindo aos poucos a cultura oriental aos alunos. No ano do centenário, a comissão fez um projeto para uma biblioteca especializada em literatura e cultura japonesa na Praça do Japão, aprovada pela prefeitura municipal e secretarias. Será um espaço para consulta de livros e até Internet, com funcionários treinados para o trabalho e acervo em português e em japonês. “O espaço será muito bem utilizado, transformando-se num difusor da cultura japonesa na cidade”, diz Margareth Fuchs, coordenadora de Projetos Culturais da Secretaria Municipal da Educação de Curitiba. A inauguração será em junho, junto com a praça, já que ainda é necessário abrir licitação para o móvel da biblioteca. No primeiro piso da casa, onde havia um espaço com uma vitrine e exposições, haverá um armário multifuncional, abrigando o acervo e também sendo fechado caso necessário para exposições e workshops. Denise Somera
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