| Avançar ou não? | ||||
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De madrugada, em vias onde o índice de assaltos é grande, o que fazer: avançar ou não o sinal vermelho? A questão gera dúvida entre a maioria dos motoristas. De acordo com dados da Companhia de Trânsito (Ciatran), aproximadamente 5% do número de acidentes ocorridos no primeiro semestre deste ano tem como causa o cruzamento de vias quando sinal está fechado.
Foto: Fernando Cremonez ![]() Durante a madrugada, parar no semáforo pode ser perigoso
Mayhara Nogueira O desrespeito à sinalização tem sido um habito facilmente observado. É só dar uma volta na cidade, em vias como a JK e a Tiradentes, após as 23h – período em que o vídeo vigia é desativado - para testemunhar as imprudências. De acordo com a Companhia de Trânsito (Ciatran), aproximadamente 5% do número de acidentes ocorridos no primeiro semestre deste ano tem como causa o cruzamento de vias quando sinal ainda está vermelho. A ação imprudente dos motoristas é consequência, muitas vezes, do medo de sofrer algum tipo de violência durante a madrugada. Porém, uma questão vem à tona: cruzar o sinal fechado é a única solução nestes casos? O diretor da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização, CMTU, Wilson de Jesus, diz que não. “A pessoa que furar o sinal vermelho no período noturno pode provocar acidentes gravíssimos, arriscando a própria vida e de outros ”, explica. Wilson de Jesus lembra acidente que matou a advogada Carolina Menezes Cintra Santos, em São Paulo, na semana retrasada. A advogada avançou o sinal vermelho por volta das 2 horas da madrugada, quando um Porsche a 150 Km/h colidiu com o carro da jovem, que morreu na hora. O caso foi noticiado nacionalmente. “A solução não é avançar o sinal fechado, pois você nunca sabe a velocidade com que a outra pessoa poderá cruzar o seu caminho”, comenta. ”Alguns motoristas não dirigem com cautela à noite, por isso, o excesso de velocidade pode cometer grandes tragédias”, aponta. Segundo dados do Ciatran, no primeiro semestre desse ano foram registrados 97 acidentes (de um total de 2 838 registrados este ano), 15 a mais que no mesmo período do ano passado. “Não importa se são acidentes graves ou leves, é preciso diminuir esses números, as pessoas precisam se conscientizar”, afirma Wilson de Jesus
Medo – Em contrapartida, em tempos de falta de segurança, permanecer parado no sinal vermelho de madrugada significa ficar exposto a riscos. “Se há pessoas sendo baleadas no centro de Londrina em plena luz do dia, o que me garante a noite?”, comenta a comerciante Bruna Ferraz, se referindo ao crime que ocorreu no dia 12 de maio, no cruzamento da Rua Pernambuco com a Avenida JK, que matou Isabella Prata Tibery Garcia Lopes. O promotor de vendas Idevaldo Antonio de Camargo, que já foi assaltado, afirma ter receio em permanecer em vias escuras, enquanto espera o sinal abrir. “Para quem é pai de família, é difícil se arriscar, embora seja um risco avançar também. Entretanto, se a rua estiver segura e não haver riscos para avançar, eu prefiro cruzar o sinal”, conta. Apesar de atitudes como estas serem frequentes, não é a mais segura, afirma o diretor da CMTU. “O ideal é diminuir a velocidade e aproximar-se vagarosamente do cruzamento até que o semáforo fique verde”, aconselha. “Crie o hábito e estratégia de redução para garantir a sua e a segurança dos outros.” Segundo dados da CMTU, de janeiro a junho deste ano, foram registrados aproximadamente 12 300 multas só por avanços de sinal e paradas na faixa.
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