S.O.S Japão - Radiação também é problema
Qui, 24 de Março de 2011 18:07    PDF Imprimir E-mail
Japão

Quatro dias depois do terremoto, o primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, alertou a população que vive em um raio de 30km em volta da central nuclear de Fukushima para permanecer dentro de casa evitando assim exposição a radioatividade. Para EUA e Europa, acidente em Fukushima é bem pior do que o descrito até agora pelas autoridades japonesas

Entenda as  consequências da radioatividade em Fukushima

Da Redação

Um dia após o terremoto, uma explosão destruiu parte do teto do reator 1 da Usina de Fukushima devido à falha no sistema de refrigeração.  Novos focos de incêndio foram detectados nos reatores de número 2,3 e 4. A Agência Nuclear de Energia Atômica emitiu alerta de estado de emergência por conta do nível de radiação acima do normal.

Até o fechamento desta edição, no dia 17 de março, as forças de segurança japonesa continuavam lutando para resfriar o combustível nuclear em dois reatores da central de Fukushima, mas as medidas não reduziram o nível de radioatividade em torno da usina, segundo informações da Tokyo Electric Power, empresa que administra a central. Além disso, a pressão no reator 3, que tem plutônio e urânio em sua combinação de combustíveis, voltou a subir.

 

Gravidade maior

EUA e Europa afirmam que o acidente em Fukushima é bem pior do que o descrito até agora pelas autoridades japonesas. Em meio a essa preocupação planetária, na quarta-feira (16), a União Européia recomendou que os países do continente façam testes de radioatividade nos alimentos importados do Japão. Essa medida também começou a ser adotada pela vigilância sanitária da Tailândia, que hoje colheu amostras de um carregamento de comida japonesa congelada.

A embaixada dos Estados Unidos em Tóquio orientou os cidadãos americanos a ficar a mais de 80 quilômetros da usina de Fukushima. É, portanto, uma área de segurança maior do que o raio de 30 quilômetros aconselhado pelas autoridades do Japão.

As empresas japonesas mandaram os funcionários trabalharem em casa. As pessoas procuram estocar toda a comida que podem para não precisar sair de casa nos próximos dias, deste modo, muitas prateleiras dos supermercados estão vazias. Falta água mineral, já que a da torneira não pode ser consumida. O combustível também está escasso.

Telefone

A Telefônica reduziu na quarta-feira (16) o valor das tarifas de ligações DDI (discagem direta internacional) para o Japão a preços de ligações locais. A promoção é válida até o dia 31 de março e os preços passaram de uma média de R$ 2,00 o minuto para R$ 0,10 (o minuto de fixo-fixo) e R$ 0,70 (o minuto de fixo-móvel). As ligações valem tanto para o horário normal quanto para o horário de tarifação reduzida.