Segundo a operadora, não há registros de aumento dos níveis de temperatura, pressão e radiação dos reatores

Da Redação
A Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, no Nordeste do Japão, apresentou no dia 2 vazamento de gás radioativo em uma das fissões da central, indicando que pode haver um problema em um dos reatores. Segundo a operadora, não há registros de aumento dos níveis de temperatura, pressão e radiação dos reatores. Em março, quando houve o terremoto seguido por tsunami, a usina passou por explosões e teve vazamentos de radiação.
No dia 1, o porta-voz parlamentar do gabinete de governo, Yasuhiro Sonoda, tomou água coletada na usina. A água que Sonoda tomou foi retirada de poças localizadas embaixo dos prédios de dois reatores da usina danificada. Segundo autoridades, a água da usina passou por um processo de descontaminação e já está sendo usada para regar plantas.
Na tentativa de conter o início de vazamento de gás, a Tokyo Electric Power, que administra a usina, começou a injetar água com ácido bórico (substância utilizada para neutralizar reações nucleares) como prevenção.
A Tepco informou que os materiais radioativos que escaparam de um dos reatores não atingiram um nível considerado crítico. 'Nós confirmamos que o reator encontra-se estável. Não acreditamos que possa ter impacto no nosso trabalho futuro', disse o porta-voz da Tepco Osamu Yokokura.
O porta-voz da Agência de Segurança Nuclear do Japão, Hiroyuki Imari, disse que a detecção de gás não parece ser 'um grande problema'. Mas assegurou que as causas serão investigadas.