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Grupo Hikari
Ter, 06 de Março de 2012 10:43    PDF Imprimir E-mail
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O Grupo Hikari se reuniu no mês passado para  seu tradicional "shinenkai", oportunidade em que prestou uma significativa homenagem aos senhores Shiniti Numata, Masato Hirazawa e Masaji Numata pelos relevantes serviços prestados à comunidade e incentivo à cultura nipo-brasileira.
 
E viva os 60!
Sáb, 12 de Novembro de 2011 15:02    PDF Imprimir E-mail
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0511CHkanrekiComemorado aos 60 anos de idade, a palavra kanreki significa voltar no calendário. Devido a isso, a idade marca o início da velhice e de uma segunda infância. Na festa, o aniversariante usa o akaboshi (capuz vermelho) e um colete da mesma cor simbolizando o que era utilizado antigamente pelas crianças, como fez Kazuaki Watanabe, que celebrou com seus amigos seu sexagésimo aniversário, cujo tema foi os anos 60.

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Câmara Junior da CCIBJ do Paraná realiza I° Encontro de Jovens Nikkeis do Paraná
Sáb, 12 de Novembro de 2011 14:07    PDF Imprimir E-mail
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A ideia surgiu pela presença cada vez menor de liderança entre os jovens da colônia japonesa no estado. O evento abrangeu temas co-relacionados a liderança e desenvolvimento pessoal

 

Da Redação

Realizado no dia 2 de novembro o 1° Encontro de Jovens Nikkeis do Paraná proposto pela Câmara Junior da Câmara do Comércio e Indústria Brasil Japão do Paraná contou com a presença de cerca de 50 jovens nikkeis, incluindo o Vice-Cônsul Geral do Japão para a região Sul, Motohiro Hoshino, e participantes da região noroeste e norte do estado, além de Santa Catarina.

A ideia surgiu a partir de um encontro entre o presidente da CCIBJ do Paraná, Yoshiaki Oshiro, e o Cônsul-Geral do Japão para a região sul do país, Noboru Yamaguchi, que diagnosticaram uma escassez de liderança entre os jovens da colônia nikkei no estado em função de uma série de fatores que vão desde a falta de atuação das gerações passadas acerca do tema até o isolamento físico gerado pelo uso exacerbado da internet.

Incumbidos de transformarem esta preocupação num evento que agremiasse jovens nikkeis de todo o estado através da realização de um ciclo exclusivo de palestras, os representantes da Câmara Junior, Kenny Tsushima, Everton Hara, Daniel Koki Makishi, e Diogo Akutsu, realizaram uma série de visitas a entidades congêneres, empresas associadas e lideranças locais na formatação do que viria ser este primeiro encontro.

Contando com as palestras de Yoshiaki Oshiro (presidente da CCIBJ do Paraná), Teruo Kato (deputado estadual), Jeanne Kato (presidente da ABFCOC), Felipe Nasser (diretor da secretaria de esportes do município de Curitiba), e Adriano Okawa (e o presidente do Instituto Okawa), o evento abrangeu temas co-relacionados a liderança e desenvolvimento pessoal, sendo o primeiro passo na busca por um formato capaz de auxiliar a colônia nipo-brasileira do Paraná na identificação e formação de novos líderes.

Para o vereador Jorge Yamawaki, o evento serviu de exemplo para todas as instituições nipo-paranaenses. "Esta iniciativa da câmara em promover este encontro e constituir uma câmara junior, dando espaço para os jovens atuarem e exercitarem suas capacidades, é um exemplo a ser seguido por outras entidades congêneres. Registro aqui meu irrestrito apoio a entidade e ao trabalho realizado pelos jovens da câmara junior. Espero que novos eventos com este formato estejam sendo programados para o futuro".

Já para o deputado estadual Teruo Kato, o ciclo de palestras proposto pela Câmara Junior também deve ser reproduzido no interior. "Vamos buscar incentivar este tipo de promoção em outros municípios do nosso estado. Creio que este primeiro encontro servirá de base para a execução de palestras e ações semelhantes em outras regiões do Paraná onde a colônia nikkei também é bastante participativa e preocupada com a formação das novas gerações".

 

 
1º Encontro de Ex-Linenses Nikkeys
Qui, 27 de Outubro de 2011 10:36    PDF Imprimir E-mail
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Da Redação

Nos dias 29 e 30 deste mês, Lins realizará o 1º Encontro de linenses nikkeis no kaikan da cidade. Haverá comida típica, exposição de fotos antigas e lançamentos de livros. Haverá também  missa na Igreja Cristo-Rei em Promissão. É a primeira igreja construída pelos imigrantes católicos japoneses vindos de Fukuoka.  A missa será  realizada no dia 20 de novembro, às 8h.  Em seguida, solenidade de plantio de uma muda da Árvore da Vida, trazida de Hiroshima, no Parque Shuhei Uetsuka, próximo à igreja. Inscrição até o dia 17 pelo site www.abcelkaikanlins.com.br ou pelo telefone (14) 3522 3855
 
Senta que lá vem história!
Qua, 05 de Outubro de 2011 13:40    PDF Imprimir E-mail
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Dono de ricas lembranças, o engenheiro e escritor Toshio Icizuca chega a marca de 100 crônicas publicadas no Paraná Shimbun



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Da Redação

Contador de histórias. É desse modo que o escritor Toshio Icizuca se auto denomina. Tomado pelo sentimento saudosista, Icizuca vagueia por suas lembranças para contar uma boa história a seus leitores do Paraná Shimbun, na coluna “Crônicas Nikkei”. Aliás, o escritor atingiu a marca de 100 crônicas publicadas, no mês de setembro.

Seus pais, Ginye e Sata Icizuca, se conheceram no Japão, em uma escola de imigrantes, denominada Rikkokai, que ficava em Tókio. O casal tomou a decisão de vir ao Brasil devido a condição financeira da família que não estava boa. Em 1933 desembarcando em Santos e foram encaminhados para uma fazenda de café a pouco mais de 10 kilômetros de Penápolis, no estado de São Paulo. Ao fim do contrato de um ano, período em que os pais de Toshio teriam que permanecer na fazenda, aconteceu uma reviravolta.  Seu pai sempre gostou de ler. “Coincidência, não?”, brinca o escritor. Possuía, então, o hábito de ir todo mês até Penápolis, à pé, para buscar jornal. Um dia, voltando da caminhada e lendo as notícias, deparou-se com a informação de que havia um corretor vendendo terras no Norte do Paraná. Então, no mesmo instante, retornou à cidade e foi procurar o corretor Hikoma Udihara.  O senhor Ginye Icizuca comprou cinco alqueires de mata virgem em Londrina, para onde a família mudou-se em 1934, ano em que a cidade foi fundada.

A família Icizuca e mais aproximadamente 50 famílias de imigrantes começaram o desmatamento perto ao Rio Quati. Nascido no dia 19 de abril de 1936, nessa mata virgem, Toshio Icizuca e seus quatro irmãos, Juliana Keiko (1933), Luiz Tutomu (1935), Iwao (1938) e Emilia (1939), acompanharam o desenvolvimento da colônia. Ele frequentou o Grupo Escolar Hugo Simas em Londrina até 1948, mas  terminado o período não pode ir ao ginásio, pois tinha que ajudar no sítio. Desse modo, aproveitou o ano para aprender melhor a língua japonesa, freqüentando, então, a escola Seiryo Gakuen. “Fui um dos primeiros alunos dessa escola japonesa e tenho um profundo respeito pelos professores que tanto me ensinaram”, expressa.

Em 1949 prestou um exame de admissão e entrou para o ginásio no Colégio Estadual de Londrina. Em 1953, foi a São Paulo para se aventurar na área de engenharia. Prestou um exame e entrou para o curso de eletrotécnica na Escola Técnica do Mackenzie. Após trabalhar em algumas empresas como Hemel e General Electric, Icizuca sentiu a necessidade de fazer o curso de engenharia. Assim, em 1958 passou em Engenharia Civil Eletricista na Mackenzie, e no terceiro ano já fazia estágio remunerado na empresa Alcan. Porém, no quinto ano desistiu da área civil e se formou como engenheiro eletricista em 1962. No ano de 1969 assumiu o cargo de Superintendente de Engenharia na RCA Victor. Ainda trabalhou na empresa Aços Villares antes de decidir mudar-se com a família para o interior.

Indo para Piracicaba, onde reside até hoje, iniciou seu trabalho na Itelpa, onde conseguiu uma vaga entre 75 candidatos. Trabalhou também na empresa Dedini antes de se aposentar. Teve oportunidade ainda, de ir ao Japão em três ocasiões, à trabalho. Foram esses e muitos outros empregos que forneceram diferentes experiências à Icizuca.

Em 1987 iniciou a sua aventura no campo da escrita. “Insatisfeitos na época do cruzado, todos criticavam o Brasil e seus políticos. Eu também era um desses críticos mordazes. Pensando em não criticar apenas, surgiu a ideia de escrever artigos para jornais e colocar algumas ideias minhas. Se alguém ouvisse ou adotasse as minhas sugestões, seria muito bom. Quando meu primeiro artigo foi publicado no Jornal de Piracicaba, fiquei muito feliz”. Antes dessa experiência, o engenheiro imaginara que conseguiria tal proeza. Anos antes, segundo o escritor, não sabia ler e escrever muito bem. “Eu era incapaz de escrever cinco linhas. Na época do Mackenzie, um amigo me emprestava a revista Seleções e peguei o gosto pela leitura”.

A partir do seu primeiro texto, o escritor não teve mais descanso. Foram 800 artigos no Jornal de Piracicaba. Publicou artigos e crônicas no jornal de Campinas e no “O Estado de São Paulo”. Aos poucos foi ganhando  fama em sua cidade e começou a receber convites para participar de várias entidades culturais.   Foi membro do Conselho das Entidades Civis de Piracicaba, membro do Rotary Club Cidade Alta, secretário Municipal do Trânsito e diretor da Secretaria do Meio Ambiente (Sedema) da cidade. Foi candidato a vereador, mas “intelectual não ganha voto”, brinca. Atualmente, é diretor do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba.

Natural de Londrina, Icizuca demonstra grande carinho pela cidade. “Sempre que posso gosto de vir a cidade e acompanhar o seu crescimento”. Partindo desse sentimento, ao participar do encontro de ex alunos da Seiryo Gakuen, em 2008, passou pela cabeça do escritor, “tenho que fazer alguma coisa pela minha cidade natal”. E foi dessa forma que Toshio fez questão de escrever para o Jornal nikkei da cidade, Paraná Shimbun. Ideias não faltam na cabeça do escritor. “Quando eu comecei a escrever imaginei que não teria imaginação para escrever 20 crônicas. Mas engraçado é que o tempo passa e sempre surgem ideias”.

A imaginação de Toshio não para em suas crônicas. O escritor tem em vista dois livros a serem lançados. “São coisas totalmente diferentes. Um é relacionado ao futebol, como um dicionário de palavras utilizadas nesse esporte e já está quase finalizado, faltando só atualizar e revisar. O outro é um romance. Uma adaptação da vida que eu convivi na época que trabalhei numa empresa em que observei muitas coisas”.  Agricultor, engenheiro, escritor, político. São tantas as atribuições que não resta dúvida da sua genialidade.

 


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