Apaixonado por motocicletas desde criança, Hiroyuki Matsumoto ganhou apelido de honra entre os amigos
Foto: Fernando Cremonez

Hiroyuki Matsumoto e sua Suzuki 1.500 cc: “Gosto da liberdade, de sentir o sol e o vento quando estou viajando”
Marivone Ramos
Assim como o primeiro amor, a primeira moto a gente não esquece. Pelo menos Hiroyuki Matsumoto, que desde cedo ficava de olho na motocicleta do vizinho e assim que começou a trabalhar e ganhar seu próprio dinheiro, numa máquina de café, comprou seu primeiro veículo: uma vespa fabricada na Itália. Daí foi para uma lambreta que “fazia o maior sucesso” e sua história com as motos estava só começando. Hoje ele tem uma Suzuki boulevard 1.500 cc, ano 2006, e não pensa em trocá-la. “Surgiu um modelo mais esportivo, mas não combina comigo.”
O samurai da moto, como é chamado pelo pessoal da academia de ginástica e por outros motociclistas, não faz questão de ter modelos caros ou muito potentes. Gosta do estilo clássico e é bastante cauteloso ao dirigir. Prova isso é que em mais de 50 anos pilotando motos, levou apenas um tombo, que foi suficiente para fazê-lo repensar no hobby mas por poucos dias, porque assim que saiu do hospital, estava disposto a fazer outra viagem de moto. Mas agora, só em grupo.
“Há dois anos, eu estava voltando de Faxinal, sozinho, e senti sono. Quando percebi, estava numa curva, caído na grama”, recorda. No acidente, ele quebrou seis costelas, fraturou a patela e teve escoriações no tornozelo. “Foi uma experiência necessária”, considera. “Hoje dou valor em cada detalhe da vida, até no momento de tossir”, diz. Matsumoto passou por uma cirurgia no joelho e ficou internado por cerca de 10 dias.
Atualmente, faz viagens de curta distância com grupo de amigos. Mas antes do susto, chegou a viajar para Argentina, Uruguai, sem data para voltar. “Eu gosto de curtir a viagem, da liberdade de estar sobre a moto, sentindo o vento, o sol, o perfume das coisas, a paisagem”, destaca ele, que foi fundador de um moto clube na cidade, mas hoje prefere estar livre de qualquer compromisso. “Prefiro ir e voltar quando eu quiser. Assim, combino algum passeio com os amigos por e-mail e não há obrigação de nada”, diz.