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Perfil (Susi Saito)
Seg, 15 de Agosto de 2011 11:14    PDF Imprimir E-mail
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Os anjos de Susi Saito.

Para realizar o sonho de participar da Maratona de Londrina, que será realizada no dia 28 de agosto, a atleta Susi Saito contará com ajudas muito especiais. Impossibilitada de participar da prova devido ao agravamento de antigas lesões, Susi terá apoio de 42 amigos que a representarão na competição.

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Criando oportunidades
Seg, 06 de Junho de 2011 15:35    PDF Imprimir E-mail
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De soldador a paisagista, o empresário  Jorge Suzuki é um homem de visão, que investe em negócios que possui afinidades


                                                                                   Fernando Cremonez
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 Com espírito empreendedor, Jorge Suzuki é um homem que sabe aproveitar as oportunidades


Mayhara Nogueira

A vida é um rio de oportunidades, que passa num fluxo intenso. Porém, só quem tem sensibilidade para saber a hora certa de aproveitar uma nova e boa ocasião, alcança o sucesso, principalmente na vida profissional. O empresário Jorge Suzuki é um exemplo disto. De soldador a paisagista - sem se esquecer da ocupação recente  de “criador de pássaros” -, o empresário ousou e continua criando oportunidades de negócios, sem deixar de lado aquilo que gosta.

Segundo Suzuki o espírito empreendedor está no sangue. O empresário nasceu em Londrina, em 1956, vindo de uma família de imigrantes: Motoi e Emiko Suzuki.  Antes de chegar ao norte paranaense, seu pai trabalhou como mecânico em Lins (SP). Já em solos londrinenses, a convite de Celso Garcia Cid, ele se tornou chefe da oficina.

No entanto, a vontade de progredir de Motoi Suzuki não permitiu que permanecesse como empregado dos Garcia por muito tempo. Abriu seu próprio negócio, o Londrinabus, empresa de reforma e conserto de ônibus. Mas, por seguinte, se aventurou em  um novo empreendimento: Indústria Londrinense de Carroceria Metálica, o Furgão Londrinense, primeira empresa onde Jorge Suzuki trabalhou. “Dos 13 anos aos 17 anos exerci funções de soldador, montador, guilhotineiro, entre outros”, lembra.

Porém, para que Jorge conhecesse mais sobre mercado de trabalho, Motoi Suzuki mandou que o filho trabalhasse em um banco. O sucesso no novo emprego não demorou a chegar. Com grande fluência na língua japonesa, Suzuki logo se destacou e garantiu boas posições no banco Bradesco. “Naquela época, a empresa queria angariar clientes da colônia japonesa, e eu era o canal entre eles.” Devido aos bons resultados, a convite do banco, foi trabalhar em São Paulo, onde permaneceu por três anos como relações públicas da empresa e mais um período vendendo seguros.

“Agora você me pergunta: como virei paisagista?”, questiona Suzuki. Através do  sonho de montar a sua própria empresa, encontrou na samambaia uma oportunidade. “No tempo que trabalhava em banco frequentava o Ceasa para fazer contato com os produtores nikkeis. Um dia, observei um alvoroço, o pessoal brigava para conseguir a melhor planta”, lembra.

Não deu outra, o empresário saiu do banco e investiu no negócio. Com o tempo foi se aperfeiçoando no ramo da jardinagem e em Campinas se formou no curso de paisagismo. “Profissão que exige muita observação e sensibilidade, pois na natureza nada é geométrico, porém tudo precisa ser harmonioso”, confirma.

Devido a grande quantidade de trabalho, na década de 1980 e 1990 a sua empresa foi considerada referência no sul do país. Reflexo disso foi um contrato de aproximadamente R$ 1 milhão fechado com um empresário. “Foi o projeto maravilhoso de uma casa de 15 mil m², que levamos três anos desenvolvendo com a ajuda de 100 profissionais”, comenta Suzuki que trabalha para o seu cliente até hoje supervisionando a manutenção do local.

Hoje em dia, o empresário não projeta mais jardim, a não ser para amigos. Sua atual empresa, AK Suzuki Jardinagem encontrou outros nichos de mercado -  manutenção, dedetização, reparos na área civil, pintura, segurança de patrimônio, entre outros -, somando, como clientes, grandes empresas no seu currículo: Puc, Cacique de Café Solúvel e Embalagens, Cia. Ipiranga, Sanepar e Spipa.

Além disso, uma paixão por canários conservada há muito tempo também acabou virando negócio. Considerado o maior criador de canários do sul do país – 2 mil no total -, Suzuki cria pássaros para competição, das quais já ganhou muitas vezes. E ele atribui não só ao talento o sucesso de seus empreendimentos. “Primeiramente a honestidade e  sensibilidade, que consequentemente gera credibilidade e o resultado são os frutos”, comenta.

 

 
Amor ao beisebol
Qui, 19 de Maio de 2011 14:42    PDF Imprimir E-mail
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Luiz Nakanishi, técnico do time de beisebol infantil do Londrina Acel há quase 20 anos, já recebeu diversos títulos em sua carreira devido a sua determinação. A qualidade de seu trabalho, muito admirada pelos amigos, foi herdada dos ensinamentos do grande técnico, mestre e amigo, já falecido, Takeshi Sugeta.

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Perfil (Mity Shiroma)
Qui, 28 de Abril de 2011 17:38    PDF Imprimir E-mail
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Hobby que virou negócio

Apaixonada pela música desde a infância, Mity Shiroma fez do hobby, um prazeroso trabalho,  fundando escola de karaokê, grupo de dança e empresa de eventos

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Na foto Mity e o seu marido, Luiz Shiroma, grande parceiro profissional e companheiro de vida
 

 

Mayhara Nogueira

 

Alegre e espontânea, Mirian Mitiko Takemura, mais conhecida como Mity, é uma mulher reconhecida por fazer de suas paixões, negócios. Por meio da música -  após  ter representado o Brasil em um concurso internacional de karaokê realizado no Japão -, a empresária abriu uma escola de canto, que, mais tarde, se expandiu para diversos segmentos: produção, dança, eventos, entre outros. Hoje, ela é responsável pela  organização de um dos eventos mais importante do calendário de festas nikkei, o Londrina Matsuri.

De acordo com Mity, sua história de vida está profundamente relacionada à de sua família. Nascido em Okinawa, seu pai, Seichu Takemura, veio diretamente para Londrina -  onde já moravam alguns de seus familiares -, no final da década de 1950. Com o objetivo de adotar o país como sua nova pátria, Takemura se dedicou a estudar a cultura brasileira, e em menos de dois anos, já com o idioma fluente, abriu a sua própria empresa.

Devido às suas origens, Takemura foi bem acolhido na Associação Cultural Recreativa Okinawa de Londrina , Acrol,  onde  conheceu quem seria  sua esposa, Teruko Takemura, filha de imigrantes também de Okinawa. Mity se lembra que dentro da Associação e em sua casa, os laços culturais, entre a música e a dança, sempre foram muito fortes, servindo de influência para as suas futuras decisões profissionais. “Não foi à toa que escolhi a minha profissão, tenho uma família grande e muito animada, tudo era motivo para alguma celebração”, afirma.

Sua relação com a música começou aos 13 anos, na escola japonesa  onde participava de eventos culturais, sob os olhos atentos de Toshima sensei. Logo em seguida, Mity se inseriu na Associação de Cantores Amadores de Londrina, fundada para amantes da música japonesa, e começou a viajar,  representando a cidade em festivais. “Naquela época Londrina era um grande seleiro de artistas com destaque nacional”, lembra Mity, que nem imaginava que poderia ser um deles algum dia.

Em 18 de março de 1984, com apenas 21 anos, Mity foi campeã da eliminatória do Grande Prêmio de Canção Japonesa para Estrangeiros ( Gaikokujin Kayô Taishô), reapresentando o Brasil na final  do concurso, em Tókio, no Japão. Mas, para ela, acima de qualquer coisa, o concurso foi mesmo um divisor de águas na sua vida. “Foi quando eu decidi, sob aval do meu pai, largar a especialização em língua inglesa e me dedicar às aulas de canto que eu já vinha ministrando para jovens na Acrol”, explica.

E de lá para cá, a paixão resultou em diversos empreendimentos, que sempre tiveram como objetivo difundir a cultura japonesa na cidade:  a Mity Escola de Karaokê, onde revelou talentos como Francine Missako, Patrícia Lissa Martins e Koite Saito, vencedor do Festival NHK Nadojiman 2011, considerado o melhor cantor amador do Japão; o Grupo Sansey, pentacampeão brasileiro de Yosakoi Soran, que inclusive se  apresentou no maior festival mundial na província de Hokkaido, no Japão; Mity e  sua equipe também  criaram o estilo Matsuri Dance, que influenciado pelo bon odori jovem, atrai milhares de pessoas, descendentes de japoneses ou não, e de todas as idades, em festivais japoneses de todo Brasil; o Mity Production que criou o  Londrina Matsuri, festival japonês que celebra a chegada da primavera e que hoje integra o calendário oficial de eventos da cidade, sendo realizado anualmente.

Para Mity, que tem o jovem como foco de suas atividades, o reconhecimento de seu sucesso é fruto de um trabalho feito com paixão e vontade de contribuir de alguma forma dentro da sociedade. “As minhas escolhas sempre foram motivadas pelo o amor”, afirma. “Por isso consegui reunir uma equipe que sempre me ajudou a disseminar a cultura nipônica de forma saudável, respeitável e alegre tanto para os descendentes quanto para os não descendentes ” completa.

 
Perfil (Lino Stahl)
Seg, 18 de Abril de 2011 15:24    PDF Imprimir E-mail
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HISTÓRIAS DE NOSSA GENTE

Uma vida de missões

O Padre Lino Stahl percorreu o mundo exercendo ações missionárias, mas se encontrou mesmo na cultura nipônica

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“Em toda vida, trabalhei com o intuito de preparar as pessoas para uma vida de fé em Cristo, da qual elas possam praticar, principalmente fora da igreja”
 

 

Mayhara Nogueira

 

O Padre Lino Stahl, de descendência alemã, nasceu no Brasil, morou nos Estados Unidos e Alemanha, mas se encontrou, verdadeiramente, dentro da cultura nipônica, quando, por quase duas décadas, morou no Japão. Com  vasta experiência em solos orientais, foi a pessoa perfeita para cumprir a missão de catequizar imigrantes e descentes japoneses no norte do Paraná, onde trabalha, há 30 anos, na Paróquia Pessoal Nipo Brasileira Imaculada Conceição .

Lino Stahl nasceu em Linha Imperial, distrito de Nova Petrópolis, RS, no dia 1 de abril de 1923. Vindo de uma família de imigrantes alemães não católicos, Stahl desde criança dava sinais de que um dia seguiria o sacerdócio. “Adorava  ler revistas relacionadas com as Missões de Jesuítas, e imaginar as suas viagens e as suas contribuições para o povo”, afirma.

E a ideia de trabalhar com as Missões evoluiu durante o tempo em que passou no Seminário em Salvador do Sul, RS, de 1937 à 1941. “Um tempo de boas recordações. Lembro-me das diversas peças teatrais que a gente organizava”, recorda.

Em 1942, Padre Lino, como hoje é conhecido, foi admitido no Noviciário  Companhia de Jesus ,  em Pareci Novo, RS, onde, dois anos depois, emitiu os seus  votos religiosos e realizou o juniorado,  um período de estudos. “Especializei-me em literatura, línguas estrangeiras, retórica, história universal, e nos dias de folga dava catequese em uma escola rural”, lembra.

O então jesuíta estudou filosofia, de 1946 à 1948, em São Leopoldo,RS,  e em seguida, objetivou um estágio em uma aldeia a indígena . Porém,  o inesperado aconteceu. “Quiseram que eu me tornasse um missionário, e a proposta, que explodiu com uma bomba, foi que eu o fizesse no Japão”.

Em sua lembrança, o Japão do final da década de 1940 não existe hoje. “Era um país em estado lastimável, devastado pela guerra, ruínas por toda parte, lojas vazias e escassez de alimento”, recorda. O impacto com a língua foi o mais difícil. Foram dois anos de estudos para poder ingressar em um colégio japonês, onde teve a orientação de ensinar inglês a alunos de 12 e 13 anos e catequizar os católicos. “Os jesuítas exercem a ação missionária essencialmente por meio da educação”, explica.

Após quatro anos no país, Padre Lino foi ainda para Alemanha, onde fez os estudos teológicos e também foi ordenado sacerdote, realizando a sua primeira missa. No final da década de 1950 foi enviado aos Estados Unidos para prática pastoral em Seattle. Depois disso, ainda retornou  ao Japão, em 1958, onde passou 17 anos  lecionando inglês e orientando espiritualmente os alunos de escolas.

Com a longa experiência em solos nipônicos, o sacerdote foi incumbido de vir ao Brasil, em 1982, precisamente à Londrina, onde teve uma missão muito especial: evangelizar imigrantes e  descendentes que não conheciam o cristianismo. O trabalho, de certa forma, era segmentado e, segundo ele, não agradou aos demais padres. “Ninguém entendia. Achavam que eu estava segregando a comunidade”, afirma.

Hoje, padre Lino, que teve que adaptar os seus ensinamentos para a cultura e a mentalidade nipônica,  trabalha não só dentro da sua arquidiocese, mas também em Arapongas, Cornélio Procópio,e em cidades de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com sua experiência de vida, Lino Sathl é um padre como poucos, que acredita que as pessoas não pertencem à igreja. “Em toda vida trabalhei com o intuito de preparar as pessoas para uma vida de fé em Cristo, em que elas possam praticar, principalmente fora da igreja”, afirma.

 


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