Perfil (Walter Manabu)
Sáb, 21 de Agosto de 2010 16:39    PDF Imprimir E-mail
Perfil

Histórias da Nossa Gente

Do eletrônico ao sertanejo

DJ Walter Manabu anima as festas londrinenses com repertório bastante variado


                                                                             Crédito: Arquivo Pessoal
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House e Hip-Hop são os estilos preferidos do DJ, apesar de não ter restrições musicais profissionalmente

Oscar Fujiwara
Especial para o Paraná Shimbun

Caso você goste de festas, independente da ocasião, sejam as de casamento, 15 anos, coquetéis ou baladas, é provável que já tenha dançado ao som das músicas tocadas pelas pick-ups do DJ Walter Manabu. Durante os últimos 15 anos ele ajuda a animar a noite dos londrinenses que saem à procura de música e diversão.

            O interesse pela música eletrônica surgiu aos 13 anos de idade, mas foi somente aos 16 anos que começou a mostrar uma certa inclinação pela discotecagem. Apesar da simplicidade dos seus equipamentos, Manabu já era o responsável pelo som de pequenos eventos. “Fazia festas de amigos e aniversários, mas o aparelho era bem básico, um CD player 3 em 1. Era por diversão, não cobrava nada”, lembra. Com 17 anos, depois de consolidar o seu interesse pela atividade, adquiriu uma parafernalha mais adequada, que permitia que interviesse mais na música. “Gastei cerca de R$ 700 no equipamento, que era básico, mas tinha os recursos profissionais. Com ele já conseguia trabalhar em festas maiores”.

            Cerca de um ano depois,  sua carreira como DJ começou a tomar um rumo mais profissional, inicialmente na cidade de Cornélio Procópio, na qual discotecava duas vezes por semana, no clube Porão. Paralelamente continuava a trabalhar em aniversários e casamentos.

            Como um dos DJs residentes da Glass, extinta boate na cidade, ganhou bastante notoriedade na noite de Londrina, mas foi em 2002 que sua carreira deslanchou, após ser contratado, também como residente, pela casa noturna Empório Guimarães. “O Empório estava no auge e isso acabou trazendo muita visibilidade para mim. Comecei a ser chamado para muitos eventos”.

            Apesar de ter como preferências musicais o House e o Hip-Hop, o DJ não tem restrições na hora de formar um setlist, uma vez que a motivação maior é ver o ânimo das pessoas que ocupam o recinto. “No começo era relutante em colocar certos estilos musicais, mas vi que o que gosto é ver as pessoas dançarem e ficarem felizes na pista”. Por viver e trabalhar em uma cidade cuja grande parte da população, principalmente a universitária, aprecia o estilo sertanejo, Manabu teve que se acostumar com estilos que não eram muito do seu agrado. “Não gostava muito desse tipo de música, mas como aqui é uma cidade do interior, ela está na raiz e está em alta agora também”.

            Em Londrina o número de casas noturnas é bem reduzido, principalmente quando se trata daquelas que perduram por mais de 10 anos. Essa limitação acaba tornado difícil a vida de profissionais que pretendem começar a construir uma carreira na cidade. “Para as baladas o mercado aqui é bem fechado. Os proprietários dão prioridade para quem já tem experiência. Mas estão aparecendo muitos eventos, o que está ampliando o mercado para os novos DJs”, conta.

            Hoje, Manabu conta que o nervosismo não aparece mais antes das apresentações, no entanto, o Dj já passou por momentos de tensão, como aconteceu no SKOL Rock, em 2001. ”Foi o evento no qual toquei para o maior número de pessoas, cerca de 10 mil. Não sabia se estava tremendo pelo nervosismo ou por causa do frio”, recorda. As inovações tecnológicas também deixaram tudo mais fácil e quem aprendeu a se virar com os equipamentos dos anos 80 e 90, agora sai na frente das novas gerações. “Na época do toca-discos era complicadíssimo mexer com as músicas, quem trabalhou naquele tempo, hoje encontra menor dificuldade com os modelos mais novos”.

            No começo do ano, Manabu se enveredou por uma área bem diferente daquela que é de sua atuação. Buscando uma alternativa à discotecagem, ingressou no curso de Educação física na UEL, aos 32 anos. “Acho que a profissão de DJ não tem muita longevidade, e também percebi que posso trabalhar como instrutor físico juntamente com a minha profissão atual”. Mas esta não é a primeira vez que Manabu faz uma graduação na Universidade. Formado em Ciências Contábeis, ele conta que a primeira experiência acadêmica não foi muito proveitosa. “Como meu pai tinha um restaurante, minha família me convenceu a entrar no curso, para ajudar a administrar os negócios, mas acabei só trabalhando no período de estágio. Agora estou fazendo o que acho que é certo”.

            Mesmo estando frequentemente exposto a altos volumes sonoros, o DJ nunca apresentou problemas auditivos, tampouco se cansa de ouvir música em nenhum momento. “Há cinco anos senti uma coisa estranha no ouvido, fiz um teste auditivo e o médico me disse que estava com a audição perfeita. Não consigo ficar muito tempo sem ouvir música, até para dormir deixo o rádio relógio ligado”, diz.

Contato
Fone: (43) 8409-4441 / 3026-7985
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Londrina - Paraná