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Política limpaNos papéis de protagonista e coadjuvante, dentro do cenário político londrinense, o gerente administrativo da Aliança/Liga, Paulo Maeda sempre teve como filosofia a transparência Crédito: Fernando Cremonez
A imprensa e a política caminharam juntas na vida do gerente administrativo da Aliança/Liga Paulo Maeda, que sempre teve um dom natural de liderança e uma grande paixão pela. Na política, sempre teve como filosofia a transparência. Maeda nasceu em janeiro de 1941, e passou sua infância em um sítio de café. Aos 12 anos, após a experiência de seus pais no ramo do comércio nas cidades de Lucélia e Flórida Paulista, em São Paulo, decidiu trabalhar em uma farmácia a fim de contribuir financeiramente com a família. Em 1958, Maeda veio sozinho à Londrina a mando de seus pais com o objetivo de estudar. O primeiro curso foi o de Técnico em Contabilidade, cujo tempo de estudos dividia com os serviços de enfermeiro da esposa de Soiti Taruma, que segundo Maeda, era um dos homens mais ricos do país, proprietário de imóveis e terras. “Ele exercia uma grande influência dentro da comunidade japonesa da época, além de ser um homem solidário”. Com o conhecimento administrativo, Maeda passou também a trabalhar no escritório agrícola da família Taruma. Porém, devido a algumas dívidas adquiridas nesse período, seus pais o fizeram voltar depois de concluir o curso. Mas, dois anos depois, Maeda retornou a Londrina. “Devido a nossa honestidade, ele me chamou de volta para que eu fosse seu procurador geral”, conta. No entanto, Taruma sofreu um derrame e a responsabilidade foi repassada para a sua filha. Assim, Maeda continuou sendo o contador da família. No final da década de 1960, Maeda cursou faculdade de direito na Universidade Estadual de Londrina, e formado trouxe seus pais para morar com ele, em uma casa cedida pelo senhor Taruma. Em 1976, foi eleito vereador pelo extinto partido Arena, juntamente com Homero Guido, Carlos Kita e Jorge Shiromatsu, no auge da participação nipobrasileira na política. Segundo ele, naquele ano foram eleitos nove prefeitos, 21 vice-prefeitos e diversos vereadores descendentes de japoneses no Paraná. Após seis anos como vereador, no começo da década 1980, Maeda deu um tempo na política e se dedicou ao jornalismo: trabalhou, juntamente com Antonio Ueno, à frente do Paraná Shimbun; auxiliou durante 23 anos sua esposa no programa “Momento Nipônico”, na Rádio Clube AM; e apresentou um programa japonês de variedades transmitido pela TV Coroados, filiada ao canal Globo, no qual ficou por três anos. No anos 90, Maeda passou a trabalhar nos bastidores da política. Foi assessor da prefeitura de Antonio Belinati, em seguida também foi assessor de Luiz Eduardo Cheida e depois trabalhou como superintendente na Secretaria Estadual do Meio Ambiente, na região de Londrina, no período do governador Jaime Lerner. Dentro da comunidade japonesa, Maeda também exerceu diversas atividades: fez parte da diretoria da Associação Cultural Beneficente Nipo-Brasileira Central-Rubiácea; foi secretário e presidente da União dos Gakusseis de Londrina - entidade formada por grupos de estudantes descendentes de japoneses -; presidente da primeira diretoria da Associação de Intercâmbio Londrina –Nishinomiya; e desde de 1968 faz parte de todas as comissões dos festejos da Imigração Japonesa no Brasil, entre outras atividades. “Sempre quis contribuir de alguma forma, e encontrei dentro da política um meio de servir à comunidade. Mesmo nos bastidores, pude exercer a minha moral e transparência, valores que meus pais me ensinaram”.
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