Criando oportunidades
Seg, 06 de Junho de 2011 15:35    PDF Imprimir E-mail
Perfil


De soldador a paisagista, o empresário  Jorge Suzuki é um homem de visão, que investe em negócios que possui afinidades


                                                                                   Fernando Cremonez
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 Com espírito empreendedor, Jorge Suzuki é um homem que sabe aproveitar as oportunidades


Mayhara Nogueira

A vida é um rio de oportunidades, que passa num fluxo intenso. Porém, só quem tem sensibilidade para saber a hora certa de aproveitar uma nova e boa ocasião, alcança o sucesso, principalmente na vida profissional. O empresário Jorge Suzuki é um exemplo disto. De soldador a paisagista - sem se esquecer da ocupação recente  de “criador de pássaros” -, o empresário ousou e continua criando oportunidades de negócios, sem deixar de lado aquilo que gosta.

Segundo Suzuki o espírito empreendedor está no sangue. O empresário nasceu em Londrina, em 1956, vindo de uma família de imigrantes: Motoi e Emiko Suzuki.  Antes de chegar ao norte paranaense, seu pai trabalhou como mecânico em Lins (SP). Já em solos londrinenses, a convite de Celso Garcia Cid, ele se tornou chefe da oficina.

No entanto, a vontade de progredir de Motoi Suzuki não permitiu que permanecesse como empregado dos Garcia por muito tempo. Abriu seu próprio negócio, o Londrinabus, empresa de reforma e conserto de ônibus. Mas, por seguinte, se aventurou em  um novo empreendimento: Indústria Londrinense de Carroceria Metálica, o Furgão Londrinense, primeira empresa onde Jorge Suzuki trabalhou. “Dos 13 anos aos 17 anos exerci funções de soldador, montador, guilhotineiro, entre outros”, lembra.

Porém, para que Jorge conhecesse mais sobre mercado de trabalho, Motoi Suzuki mandou que o filho trabalhasse em um banco. O sucesso no novo emprego não demorou a chegar. Com grande fluência na língua japonesa, Suzuki logo se destacou e garantiu boas posições no banco Bradesco. “Naquela época, a empresa queria angariar clientes da colônia japonesa, e eu era o canal entre eles.” Devido aos bons resultados, a convite do banco, foi trabalhar em São Paulo, onde permaneceu por três anos como relações públicas da empresa e mais um período vendendo seguros.

“Agora você me pergunta: como virei paisagista?”, questiona Suzuki. Através do  sonho de montar a sua própria empresa, encontrou na samambaia uma oportunidade. “No tempo que trabalhava em banco frequentava o Ceasa para fazer contato com os produtores nikkeis. Um dia, observei um alvoroço, o pessoal brigava para conseguir a melhor planta”, lembra.

Não deu outra, o empresário saiu do banco e investiu no negócio. Com o tempo foi se aperfeiçoando no ramo da jardinagem e em Campinas se formou no curso de paisagismo. “Profissão que exige muita observação e sensibilidade, pois na natureza nada é geométrico, porém tudo precisa ser harmonioso”, confirma.

Devido a grande quantidade de trabalho, na década de 1980 e 1990 a sua empresa foi considerada referência no sul do país. Reflexo disso foi um contrato de aproximadamente R$ 1 milhão fechado com um empresário. “Foi o projeto maravilhoso de uma casa de 15 mil m², que levamos três anos desenvolvendo com a ajuda de 100 profissionais”, comenta Suzuki que trabalha para o seu cliente até hoje supervisionando a manutenção do local.

Hoje em dia, o empresário não projeta mais jardim, a não ser para amigos. Sua atual empresa, AK Suzuki Jardinagem encontrou outros nichos de mercado -  manutenção, dedetização, reparos na área civil, pintura, segurança de patrimônio, entre outros -, somando, como clientes, grandes empresas no seu currículo: Puc, Cacique de Café Solúvel e Embalagens, Cia. Ipiranga, Sanepar e Spipa.

Além disso, uma paixão por canários conservada há muito tempo também acabou virando negócio. Considerado o maior criador de canários do sul do país – 2 mil no total -, Suzuki cria pássaros para competição, das quais já ganhou muitas vezes. E ele atribui não só ao talento o sucesso de seus empreendimentos. “Primeiramente a honestidade e  sensibilidade, que consequentemente gera credibilidade e o resultado são os frutos”, comenta.