Política
Embaixador gostou e promete voltar em julho
Ter, 20 de Março de 2012 10:30    PDF Imprimir E-mail
Política

No entanto, segundo Akira Miwa, próxima visita não terá caráter oficial




                                                                                      Fotos: Divulgação
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Embaixador Akira Miwa com o presidente do Nikkey Clube, Jorge Ishii  e o desembargador Luiz Taro Oyama


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O diplomata, terceiro a partir da direita, brindando com empresários japoneses após o jantar


Quem conta é Jorge Ishii, presidente do Nikkey Clube de Curitiba, que diz ter recebido agradecimentos do cônsul-geral Noboru Yamaguchi  pela “ belíssima recepção” oferecida pelo Nikkey, por ocasião da visita do embaixador do Japão em Brasília, Akira Miwa.  Ainda segundo Ishii, Yamaguchi transmitiu também os agradecimentos do Embaixador, que disse ter ficado  “muitíssimo contente” e se sentido muito à vontade durante “a calorosa recepção”. De fato, a satisfação do diplomata foi de tal ordem que ele já solicitou que fique marcada para o mês de julho sua próxima vinda a Curitiba, dessa vez sem caráter oficial, para jogar golfe.

Realmente, no jantar oferecido pelo Nikkey Clube, após a parte oficial da recepção, com os discursos e entrega de presentes, todos ficaram bastante à vontade. A começar pelo embaixador Miwa, os homens tiraram os incômodos paletós e  gravatas e puderam conversar descontraidamente. Em determinado momento, o diplomata viu-se cercado por uma dezena de representantes de empresas japonesas instaladas no Paraná, com os quais conversou informalmente por mais de trinta minutos. Com isso, o prazo estipulado para encerramento foi muito além do previsto sem que o Embaixador ou o Cônsul-Geral mostrassem qualquer insatisfação.  Akira Miwa visitou o norte do Estado e a Curitiba, nos últimos dias 29 de fevereiro e 1º de março .

 

Fonte: Diplomacia e Turismo

 
Paraná perde líderes da comunidade nikkei
Qua, 05 de Outubro de 2011 13:57    PDF Imprimir E-mail
Política

0110ch-uenoAntônio Ueno faleceu na manhã do dia 30, em São Paulo, em decorrência de um câncer. O ex-deputado foi uma das personalidades mais ativas na comunidade nikkei do Paraná. Além de político e empresário, foi, durante três décadas, proprietário e responsável pelas publicações do Paraná Shimbun. Um dia antes, Uraí perdeu um de seus mais importantes políticos e empresários, o ex-prefeito Susumu Itimura, de 93 anos, vítima de insuficiência cardíaca e fibrose pulmonar. À frente da prefeitura da cidade durante cinco mandatos, orgulhava-se do título de prefeito mais velho do Brasil.

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Morre o ex-prefeito de Uraí, Susumu Itimura
Qua, 05 de Outubro de 2011 13:49    PDF Imprimir E-mail
Política


Ele deu entrada no hospital com insuficiência cardíaca e fibrose pulmonar



                                                                   Foto: Arquivo Paraná Shimbun
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Da Redação

Faleceu na madrugada do dia 29, em Londrina, o ex-prefeito e pioneiro de Uraí (51 km de Londrina), Susumu Itimura, 93 anos. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Coração desde o dia 15 de setembro. De acordo com a assessoria de imprensa do HCL, Itimura deu entrada no hospital com insuficiência cardíaca e fibrose pulmonar e, devido à idade avançada, o quadro complicou para uma pneumonia e insuficiência renal. Ele faleceu às 4h30. O corpo foi transportado até Uraí, onde foi velado e sepultado.

Itimura nasceu no Japão em 15 de março de 1918 e veio para o Brasil com um ano e nove meses. Foi, à princípio, para São Paulo e em 1938 desembarcou com a família em Uraí, onde trabalhou na lavoura.

“Aos 29 anos perdi meu pai e por isso virei pai dos meus irmãos”, comentou em entrevista ao Paraná Shimbun em 2010 relatando algumas das dificuldades que passou na juventude.

Mas, segundo ele, logo em seguida, as recompensas vieram. Em 1963, tornou-se prefeito da cidade pela primeira vez, repetindo o feito em 1973, 1997, 2005 e a última, em 2009, o que lhe rendeu o título de prefeito mais velho do Brasil. “ Eu nunca pensei em me candidatar a outro cargo porque gosto é de Uraí”, contou. Além disso, Itimura foi considerado o “rei do rami”, planta têxtil largamente produzida em Uraí.

 

 
Prefeito de Uraí, Susumo Itimura, é cassado
Qui, 07 de Julho de 2011 14:58    PDF Imprimir E-mail
Política

Acusado por irregularidades administrativas, Susumo Itimura (PSDB) de 94 anos - considerado o prefeito mais velho do Brasil -  foi cassado por decisão da Câmara de Vereadores do município. O vereador Ângelo Tarantini Filho (PMN) protocolou a denúncia, que acusava o prefeito de utilizar notas frias.

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Yellow Power: a força nikkei na política paranaense
Qua, 22 de Junho de 2011 20:33    PDF Imprimir E-mail
Política

Atualmente a Câmara Municipal de Londrina conta com apenas dois representantes da comunidade japonesa. Mas esse número já foi bem maior. Entenda o porquê dessa diminuição, de acordo com pessoas que vivenciaram e outras que ainda fazem parte da política paranaense


                                                                                 Fernando Cremonez
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  Para o vereador Jairo Tamura, a diminuição de representantes políticos nikkeis se deve à maior integração

                                             
                   1806foto221                      “É importante ter representantes nikkeis na política”, afirma o ex-vereador Go Ogawa

Mayhara Nogueira

Hoje, os jovens descendentes de japoneses que olham o atual cenário político paranaense, nem imaginam a força nikkei que já existiu por essas terras.  Na década de 1970, enquanto o Japão desfrutava de uma economia ascendente, aqui no Brasil, especificamente no Paraná, os nikkeis comemoravam a reviravolta política nipo-brasileira, da qual chamaram de “Yellow Power” ( Força Amarela).

Para se ter uma ideia, foram eleitos, no ano de 1976,  13 prefeitos, 21 vice-prefeitos e dezenas de vereadores nikkeis em todo o Estado, segundo conta o ex-vereador Paulo Maeda. Enquanto Assaí elegia um prefeito e cinco vereadores, Londrina colocava à frente quatro: Homero Oguido, Paulo Takushi Maeda, Carlos Kita e Jorge Chiromatzo.  Sem contar os deputados.  Antonio Ueno vinha de três mandatos consecutivos como deputado federal. “Foi um período incrível, de muita união da comunidade, nunca vi algo assim”, conta Maeda.

O tradutor juramentado Miyoshi Egashira , que afirma ter acompanhado de perto a política da época, conta que a força nikkei não nasceu de uma hora para outra. Ele explica que em 1948, em Uraí, líderes da comunidade japonesa acreditavam que somente a educação e a cultura podiam garantir um bom futuro para seus descentes. “A maioria dos nikkeis eram lavradores, por isso não queriam o mesmo destino para os seus filhos”, conta Egashira.

Por isso fundaram a Liga Desportiva Norte-Paranaense, que tinha como objetivo preparar a juventude nikkei para  integrar e participar da comunidade brasileira. No decorrer dos anos, a Liga foi adquirindo destaque e influência dentro da colônia, formando e aproximando líderes. “A entidade promovia reuniões, das quais participavam representas de diversas cidades, que ajudavam a difundir as ideias da Liga”, conta. “Foi assim que conseguimos eleger tantos representantes nikkeis naquela época”, afirma o tradutor.

Para o ex-vereador Go Ogawa, a criação da União dos Gakusseis de Londrina, entidade ligada aos jovens da época, em 1961, também foi a mola propulsora da política nikkei. “De lá saíram, além de mim, também  Kakunem Kyosen, Paulo Maeda e Homero Oguido”, conta

Política atual -  Hoje em dia, o quadro é outro. Apesar de Londrina ter elegido dois vereadores (Jairo Tamura do PSB e  Roberto Kanashiro do PSDB) e o Paraná contar com quatro representantes nikkeis (deputado estadual  Teruo Kato, do  PMDB, os deputados federais Hidekazu Takayama, do PSC e Luiz Nishimori do PSDB e o Secretário de Planejamento do Estado, Cássio Tanigushi ), em relação à prefeitura das cidades parananenses, não chega a cinco o número de representantes. Será que a tendência é diminuir cada vez mais?

Para Jairo Tamura, a diminuição de líderes políticos nikkeis em Londrina e no resto do Estado, deve-se ao fato da integração dos descendentes dentro da sociedade brasileira.  “Não existe mais esse tipo de diferença,  nikkeis são brasileiros, fazemos parte da sociedade”, afirma o vereador.

Ogawa é mais pessimista. “A política não oferece mais aquele encanto e sentimento de mudança, a corrupção tomou conta”, afirma. “A imagem que o político oferece não arrasta mais ninguém aos cargos”, enfatiza.

Entretanto, para Ogawa, é importante a cidade e o estado conservar  representantes da comunidade nipo-brasileira dentro da política. “É uma referência e um orgulho para a nós”, afirma.


 


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