22/11/2008 A importância da poupança na segurança familiar
Sex, 21 de Novembro de 2008 21:00    PDF Imprimir E-mail
Colunista - Carlos Nakao
Notícia divulgada no site Último Segundo em 14/11 (http://ultimosegundo.ig.com.br) informa que 74% dos brasileiros não poupam absolutamente nenhuma parcela de sua renda mensal. A mesma pesquisa demonstra que os que conseguem poupar parte de seus recursos, o fazem principalmente para cumprir objetivos de consumo específicos tais como a compra ou reforma de um imóvel. Estes números demonstram uma realidade, no mínimo, temerária.

 

 

Nossa vida é repleta de imprevistos. A perda de um emprego, um problema de saúde na família, um acidente de trânsito; todos estes acontecimentos tendem a ocorrer na vida de todas as pessoas. Quais seriam as conseqüências destes eventos na vida da maioria das pessoas que não detém absolutamente nenhuma reserva financeira? Por outro lado, quão menores seriam as conseqüências para alguém que mantém um volume financeiro investido justamente para suprir eventuais necessidades? 

 

Reservas financeiras devem ser mantidas prioritariamente para garantir a segurança em nossas vidas: a saúde, a educação, a alimentação, a habitação de todos integrantes da família. Em segundo lugar, devem ser destinadas a realização de sonhos de consumo, tais como a reforma da casa, a compra de um imóvel ou de um carro, a realização de uma viagem. Os sonhos de consumo não podem jamais demandar todas as reservas financeiras pois a prioridade deve ser a segurança frente a imprevistos.

 

A sociedade atual tende a nos impelir ao consumo desenfreado, a ostentação e ao excesso. A tal ponto que a grande maioria das pessoas vive sem nenhuma reserva para emergências, colocando em risco a continuidade de suas vidas e de seus familiares. A atitude de consumir tudo o que se ganha – e em alguns casos mais do que isto, através do endividamento - pode ser comparada a uma viagem em um carro em péssimo estado de conservação, com pneus carecas, freios em mau estado, sem cinto de segurança. Este veículo pode até conseguir te levar ao seu destino, mas em algum momento pode levá-lo a tragédia.

 

Se você faz parte dos 74% de brasileiros que não poupa absolutamente nada de sua renda, ou só o faz para atingir um objetivo de consumo, meu conselho é repensar sua postura. Reserve uma parcela de sua renda, ainda que pequena, à segurança familiar. Estabeleça como meta um montante em reservas que some pelo menos seis meses de seu total de despesas mensais aplicados em investimentos de baixo risco (fundos de renda fixa, poupança, CDB''s de bancos de primeira linha). Viaje seguro pela vida e não exponha sua vida e de seus familiares a riscos desnecessários.

 

 *Carlos Nakao é mestre em economia pela PUC-SP, pós-graduado em administração pela FGV-SP e engenheiro pela POLI-USP. Executivo financeiro com experiência em empresas como Banco Itaú, Biosintética Farmacêutica e Zamprogna. Profissional certificado pela SERASA e pela ANBID. Comentarista econômico da rádio Transamérica e do jornal Paraná Shimbun. Sócio fundador da Central de Ensino, escola especializada em cursos ANPAD e ANPEC. Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Carlos Nakao