2/8/2008 Sofrimentos desnecessários
Sex, 01 de Agosto de 2008 21:00    PDF Imprimir E-mail
Colunista - Carlos Nakao
Em momentos de turbulências econômicas, tais como o atual, observamos perdas financeiras entre os investidores com conseqüente redução nos patrimônios pessoais. Estas situações geram sofrimentos de intensidades variáveis, desde os contornáveis até os mais severos. Classifico-os em dois grupos: os calculados e os desnecessários.

 

 

Os sofrimentos calculados são aqueles que derivam de investimentos conscientes. Defino investimentos conscientes como sendo aqueles em que o investidor, no ato da aplicação, tem ciência do risco que corre e destina o montante do recurso ponderando risco e perspectiva de retorno. Nestes casos, o investidor tem a certeza de que as perdas realizadas derivaram de momentos de baixa, que a economia funciona ciclicamente e que, portanto, haverá futuro momento de alta que propiciará compensação às perdas.

 

Os sofrimentos desnecessários são aqueles que derivam de investimentos inconscientes ou especulações. Defino investimentos inconscientes como sendo os que o investidor, no ato da aplicação, não tem ciência do risco que corre e destina o montante sem ponderar o risco e a perspectiva de retorno. Nestes casos, o investidor não tem qualquer ciência sobre a origem das perdas nem dos ciclos que regem a economia. Trata-se de um sofrimento desnecessário, que poderia - e deveria – ter sido evitado.

 

Nunca é demais lembrar que todos os investimentos envolvem riscos e os mesmos devem ser ponderados no ato da aplicação. Nunca é demais lembrar que uma forma eficiente de minimizar os riscos é diversificar o patrimônio entre diversas aplicações. Como regra geral, sugiro investir em ativos de risco (tais como ações) somente após compor uma reserva financeira em investimentos de baixo risco (tais como CDB’s de bancos de primeira linha, fundos de renda fixa que aplicam em títulos públicos federais ou mesmo a tradicional poupança).

 

Não invista seu dinheiro sem consciência para evitar sofrimentos desnecessários.

 

*Carlos Nakao é mestre em economia pela PUC-SP, pós-graduado em administração pela FGV-SP e engenheiro pela POLI-USP. Executivo financeiro com experiência em empresas como Banco Itaú, Biosintética Farmacêutica e Zamprogna. Profissional certificado pela SERASA e pela ANBID. Comentarista econômico da rádio Transamérica e do jornal Paraná Shimbun. Sócio fundador da Central de Ensino, escola especializada em cursos ANPAD e ANPEC. Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Carlos Nakao