Fragilidade
Sáb, 10 de Julho de 2010 10:57    PDF Imprimir E-mail
Colunista - Daniela Leluddak
Inicio o tema deste artigo colocando que o meu grau de entendimento de futebol é mínimo, e que sou uma torcedora dos jogos de futebol, tênis, vôlei, bem como outros esportes e aprecio também o entendimento dos sistemas que envolvem este tipo de prática.
Dito isto, escrevo este artigo hoje, às 14 horas, do dia 02.07.2010, há exatos 60 minutos após o término do jogo do Brasil, na copa do mundo, em que o time perdeu para a Holanda e, consequentemente, desclassificado para o restante dos jogos.

Grande parte da população brasileira assistiu a este jogo e deve saber deste resultado.
No entanto, pelos comentários dos companheiros de torcida que assistiram ao jogo comigo, como também pelos comentários da mídia, o jogo do Brasil foi desestabilizado pelo gol contra efetuado por um jogador brasileiro. A partir deste momento, o clima de insegurança ficou instalado e, real ou não, o que aconteceu foi um desequilíbrio no jogo.
A pergunta que me fiz e estou fazendo é se, realmente, isto é um fato. Pois, se isso existe na realidade dentro do campo de futebol, tal fato merece ser ainda mais trabalhado pelos técnicos que os acompanham.
Qual seria, de fato, a maneira plausível de pensar diante de uma realidade como esta? Muitos problemas podem surgir inclusive este, da realização de um gol contra, pela redução do número de integrantes no time por alguns problemas comportamentais e, também, por erros que porventura possam vir do próprio juiz de uma partida. Ou seja, atropelos, contratempos e imprevistos são uma constante nos esportes, no nosso trabalho, enfim, na nossa vida.
Diante de um cenário desse, de um gol contra, o que um time deve pensar e fazer para se estruturar? Qual seria o plano 2 diante de uma situação como essa que foi acometido o time brasileiro? E o que deveria ser colocado em prática nos minutos seguintes aos problemas ocorridos? Levando esta situação para nossa vida, o que fazer diante da possibilidade de perder o emprego, situação em que todos podem ser acometidos? Qual o plano 2 diante de um problema técnico no trabalho, onde podemos perder um contrato? Ok, você pode dizer que no jogo temos 90 minutos para resolvê-lo. Concordo com você, se este for seu argumento, mas não prever este tipo de situação e alegar que isto é que desestabilizou o trabalho e, no caso, o time, estando a mídia certa ou não, acho que se trata de um cenário que pode ser trabalhado melhor.
Estou trazendo este ponto para discussão no meu artigo, porque não ter um plano 2 para uma situação que podemos ser acometidos, é estar à mercê da sorte!
Não quero colocar aqui que o time brasileiro não tinha um plano 2, mas quando foi feito o gol contra, os comentários, em sua maioria, foi que houve uma desestabilização, não só dos jogadores, mas também da mídia e das pessoas que assistiam ao jogo comigo.
Essa fragilidade para os esportistas que são treinados tecnicamente sobre vários pontos e por grandes profissionais do ramo é algo a ser estudado e melhor avaliado, se realmente for o caso. No entanto, nos basearmos em crenças pessoais para dizer que iríamos perder por ter levado um gol contra, acho um pouco demais.
No fundo, acredito que outras coisas interferiram para esse resultado. Todavia, escutar que houve fragilidade ao receber um gol contra, ter um integrante expulso, que a bola era leve demais ou que o campo era ruim, devem ser analisadas e melhor trabalhadas, seja no campo, como também com nossos times empresariais e na própria vida.
Enfim, não foi desta vez. Daqui a quatro anos teremos mais, e com a emoção ainda mais perto da gente, pois a copa será no Brasil, ou seja, em casa!

Boa semana!

Daniela Leluddak – é palestrante, consultora, coach e orientadora de carreiras. É uma estudiosa da filosofia do Sr. Kazuo Inamori – Seiwajiuku e a utiliza como um dos pilares em seu trabalho. É sócia-diretora da Caddan Empresarial (www.caddan.com.br) e presidente da Caddan Brasil (www.caddanbrasil.org.br) uma organização civil de interesse público.

ILIDADE

 

Inicio o tema deste artigo colocando que o meu grau de entendimento de futebol é mínimo, e que sou uma torcedora dos jogos de futebol, tênis, vôlei, bem como outros esportes e aprecio também o entendimento dos sistemas que envolvem este tipo de prática.

Dito isto, escrevo este artigo hoje, às 14 horas, do dia 02.07.2010, há exatos 60 minutos após o término do jogo do Brasil, na copa do mundo, em que o time perdeu para a Holanda e, consequentemente, desclassificado para o restante dos jogos.

Grande parte da população brasileira assistiu a este jogo e deve saber deste resultado.

No entanto, pelos comentários dos companheiros de torcida que assistiram ao jogo comigo, como também pelos comentários da mídia, o jogo do Brasil foi desestabilizado pelo gol contra efetuado por um jogador brasileiro. A partir deste momento, o clima de insegurança ficou instalado e, real ou não, o que aconteceu foi um desequilíbrio no jogo.

A pergunta que me fiz e estou fazendo é se, realmente, isto é um fato. Pois, se isso existe na realidade dentro do campo de futebol, tal fato merece ser ainda mais trabalhado pelos técnicos que os acompanham.

Qual seria, de fato, a maneira plausível de pensar diante de uma realidade como esta?  Muitos problemas podem surgir inclusive este, da realização de um gol contra, pela redução do número de integrantes no time por alguns problemas comportamentais e, também, por erros que porventura possam vir do próprio juiz de uma partida. Ou seja, atropelos, contratempos e imprevistos são uma constante nos esportes, no nosso trabalho, enfim, na nossa vida.

Diante de um cenário desse, de um gol contra, o que um time deve pensar e fazer para se estruturar? Qual seria o plano 2 diante de uma situação como essa que foi acometido o time brasileiro? E o que deveria ser colocado em prática nos minutos seguintes aos problemas ocorridos? Levando esta situação para nossa vida, o que fazer diante da possibilidade de perder o emprego, situação em que todos podem ser acometidos? Qual o plano 2 diante de um problema técnico no trabalho, onde podemos perder um contrato? Ok, você pode dizer que no jogo temos 90 minutos para resolvê-lo. Concordo com você, se este for seu argumento, mas não prever este tipo de situação e alegar que isto é que desestabilizou o trabalho e, no caso, o time, estando a mídia certa ou não, acho que se trata de um cenário que pode ser trabalhado melhor.

Estou trazendo este ponto para discussão no meu artigo, porque não ter um plano 2 para uma situação que podemos ser acometidos, é estar à mercê da sorte!  

Não quero colocar aqui que o time brasileiro não tinha um plano 2, mas quando foi feito  o gol contra, os comentários, em sua maioria, foi que houve uma desestabilização, não só dos jogadores, mas também da mídia e das pessoas que assistiam ao jogo comigo.

Essa fragilidade para os esportistas que são treinados tecnicamente sobre vários pontos e por grandes profissionais do ramo é algo a ser estudado e melhor avaliado, se realmente for o caso. No entanto, nos basearmos em crenças pessoais para dizer que iríamos perder por ter levado um gol contra, acho um pouco demais. 

No fundo, acredito que outras coisas interferiram para esse resultado. Todavia, escutar que houve fragilidade ao receber um gol contra, ter um integrante expulso, que a bola era leve demais ou que o campo era ruim,  devem ser analisadas e melhor trabalhadas, seja no campo, como também com nossos times empresariais e na própria vida.

Enfim, não foi desta vez. Daqui a quatro anos teremos mais, e com a emoção ainda mais perto da gente, pois a copa será no Brasil, ou seja, em casa!

 

Boa semana!

 

 

Daniela Leluddak – é palestrante, consultora, coach e orientadora de carreiras. É uma estudiosa da filosofia do Sr. Kazuo Inamori – Seiwajiuku e a utiliza como um dos pilares em seu trabalho.  É sócia-diretora da Caddan Empresarial (www.caddan.com.br) e presidente da Caddan Brasil (www.caddanbrasil.org.br) uma organização civil de interesse público.