| Compaixão | ||||
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| Colunista - Daniela Leluddak | |||
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De acordo com o Dicionário de Filosofia(*), compaixão refere-se à participação no sofrimento alheio como algo diferente desse mesmo sofrimento. Essa última limitação é importante, porque a compaixão não consiste em sentir o mesmo sofrimento que o provoca. Vários filósofos de várias épocas a definiram e, segundo Schopenhauer, tratam-se da própria essência do amor e da solidariedade entre os homens. Segundo o budismo, a compaixão é uma das virtudes que deve ser cultivada para o entendimento do sentido mais amplo da vida. Trouxe esse tema para o artigo de hoje, pois foi uma das palavras que me chamou atenção em um dos relatos do senhor Kazuo Inamori, filósofo, empresário japonês e fundador da Kyocera Corporation. Em seus escritos, podemos nos beneficiar de várias teorias, dentre elas as de administração, de fundamentos da psicologia, sociologia, filosofia e muitas outras ciências. Neste texto ele menciona que para caminhar no sentido da compaixão é preciso se libertar de alguns “venenos” presentes na vida de qualquer pessoa. Dentre eles destacam-se a ganância e o egoísmo. Segundo ele, a habilidade de pensar nos outros é a base de todas as virtudes e méritos que uma pessoa pode alcançar. Afinal, o que quero trazer para uma reflexão nesse artigo? Falar da compaixão e dos “venenos” presentes no ser humano? Dos estados empáticos para com o próximo? Não é apenas isto... Chamou-me atenção a palavra e a forma como este filósofo japonês transita ao tentar explicar a essência humana nas várias dimensões, tanto no pessoal quanto profissional. Na forma como ele fala da vida, fica clara a necessidade de uma reflexão constante sobre nossa forma de pensar, sobre nossos atos, sobre nossa essência. Apenas assim poderíamos, de fato, lidar com as limitações e o potencial existente em todos nós. Como poderemos usar isto na vida pessoal, familiar e organizacional? Comece observando-se mais! Nós só conseguiremos influenciar os outros e atuar de fato neles, começando por nós mesmos. O que ando desenvolvendo mais em mim, os “venenos” ou a compaixão? No que isso realmente importa? Boa reflexão e vida para você! (*)Dicionário de Filosofia – Nicola Abbagnano – Editora Martins Fontes, 2007. Daniela Leluddak – é Palestrante, Consultora, Coach e Orientadora de Carreiras. É uma estudiosa da Filosofia do Sr. Kazuo Inamori - Seiwajiuku e a utiliza como um dos pilares em seu trabalho. É sócia-diretora da Caddan - Educação Empresarial (www.caddan.com.br) e presidente da Caddan Brasil (www.caddanbrasil.org.br) uma organização civil de interesse público.
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