O Poder da Decisão
Sáb, 06 de Fevereiro de 2010 11:47    PDF Imprimir E-mail
Colunista - Daniela Leluddak
Estive envolvida, no inicio deste ano, na condução de um processo seletivo em uma empresa cliente.
O processo desenvolveu-se de forma previsível pela empresa que já mantendo um trabalho de avaliação e desenvolvimento dos supervisores e líderes de forma geral, indicou todos para a vaga em questão.
Como disse acima, o processo foi conduzido pela empresa de forma adequada, o que reforça o discurso, da mesma, que é o de desenvolver e preparar a equipe com o foco na qualidade, produtividade e resultados.
As etapas foram seguidas e várias informações foram obtidas para a melhor escolha / seleção pela empresa.
Eis que durante o processo um dos candidatos, alegando ter feito uma reflexão profunda, trouxe uma informação importante que interferiria na sequencia dos trabalhos. Este candidato decidiu declinar da possibilidade de continuar no processo seletivo, ou seja, informou a mim e a empresa, que acompanhava presencialmente os trabalhos, que não se julgava, no momento, pronto para a posição e o desafio exigido, pela vaga em questão.
Num primeiro momento fiquei perplexa, pois este candidato era um dos  mais cotados para a posição e, mesmo sabendo disto, decidiu que a posição atual que  já ocupava, era mais adequada para ele no momento.
Sereno e seguro de sua decisão explicou a linha de raciocínio que adotou para chegar a esta conclusão e foi respeitado pela empresa que agradeceu, imensamente, seu posicionamento.
A empresa entendeu inclusive que, se caso o promovesse, poderia perder um bom supervisor e num futuro próximo perder o colaborador que numa posição acima, talvez não atendesse as necessidades exigidas.
Sem dúvida, quando eu soube da decisão, conclui que foi algo impensado, mas depois entendi a linha que o candidato adotara: ele tomou uma decisão tendo por base que é ele, primeiramente, o responsável por sua carreira e que possui, sim, o poder da decisão de assumir ou não nossos desafios.
Esta situação de forma alguma interferiu na visão que a empresa tinha e tem dele, apenas reforçou ainda mais a seriedade e responsabilidade que o acompanha na atuação profissional.
Na minha prática esta é uma situação rara de acontecer, pois existe uma motivação intrínseca da maioria dos executivos em alcançar posições, benefícios e salários maiores. No entanto, se esta pratica, adotada por este candidato, fosse mais frequente, evitaríamos, sem duvida, a promoção de profissionais que estão no seu limite profissional e que, por não terem uma analise mais efetiva sobre seu potencial e objetivos,  por vezes delegam às empresas o poder da decisão sobre suas carreiras.
Você que é responsável por sua carreira, já passou por este tipo de situação?
Você que é responsável por equipes tem, também, a necessidade de avaliar isto, inclusive para minimizar erros comuns na promoção de profissionais que são bons técnicos, mas não necessariamente gestores.
Reforço com este artigo que todos temos, sim, o poder da decisão nas diversas situações na vida, sejam com relação à carreira, a composição de equipes ou mesmo como cidadãos!
Boa semana!


Daniela Leluddak – é Palestrante, Consultora, Coach e Orientadora de Carreiras. É uma estudiosa da Filosofia do Sr. Kazuo Inamori - Seiwajiuku e a utiliza como um dos pilares em seu trabalho.  É sócia-diretora da Caddan Empresarial (www.caddan.com.br) e presidente da Caddan Brasil (www.caddanbrasil.org.br) uma organização civil de interesse público.