| A arte de cultivar orquídeas | ||||
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![]() A sophronitis cernua tem tons alaranjados ![]() A C. aclandiae tem manchas belíssimas Mayhara Nogueira Especial para o Paraná Shimbun Belas e delicadas, as orquídeas arrancam suspiros de admiração. São famosas pela exuberância de suas formas, cores e a necessidade de dedicação no cultivo. Mas manter algumas flores em casa não é tão difícil assim. O presidente do Círculo Norte Paranaense de Orquidófilos (CNPO), Vitor Paulo da Silva, cultivador de orquídeas há 15 anos, explica que, a princípio, a diferenças em relação a outras flores são os cuidados com a rega, ventilação e exposição ao sol. Para ele, cultivá-las pode se transformar num hobby muito agradável. O aposentado Sebastião Basso se rendeu ao charme das orquídeas há cinco anos, e já perdeu as contas de quantas possui em casa. Ele explica que, para quem quer cuidar de poucas plantas, não é preciso se sentir intimidado. “A dica é, em primeiro lugar, identificar corretamente o gênero e espécie, obter o conhecimento de seu habitat de origem e recolher o maior número de informações possíveis com o fornecedor”, orienta. O orquidófilo e empresário Nelson Eiji Kumata comenta que não existe problemas em mantê-las dentro de um apartamento. “Não é necessário climatização adequada e muitos excentricidades. Desde que bata um pouco de sol e haja ventilação, não tem problema algum”, explica. De acordo com Kumata, os fatores mais importantes para ser respeitados são os critérios de exposição de luz, adubação, ventilação e umidade. “O que muitos não sabem é que a orquídea pode morrer por excesso de água, não por falta dela”, ensina. No quesito luz, o orquidófilo orienta os tipos de orquídeas que se adaptam em determinadas condições de luminosidade. “As Phalaenopsis são adequadas para ambientes com pouca luz solar. Nos EUA, muitas pessoas criam essas plantas no porão, com condições artificiais. Para áreas meia sombra, algumas espécies de de Oncidium, como a Sharry Baby, são indicadas. Já em luminosidade mais intensa, as Clattleya”, comenta. O presidente do CNOP menciona que as possibilidades de cultivo são diversas. “As orquídeas podem ser cultivadas em vasos, com substratos em carvão e fibras de coco, nas árvores, terra, areia ou pedra, dependendo da espécie”, explica. Para quem não tem disponibilidade de cuidar, mas admira a beleza da flor, Silva comenta que enraizá-la numa árvore é uma ótima opção. “Se ela for epífita, como as Clattleyas, Encyclia ou Dendrobium, é só retirá-las do vaso, com o substrato, e envolver as raízes no tronco de uma árvore (coqueiro, palmeiras e outras). Com o tempo elas vão enraizar”, cometa e acrescenta: “Na árvore a orquídea terá todos os nutrientes que ela precisa.” Desmistificando o preço, Kumata explica que, anos atrás, a orquídea era uma planta cara, mas hoje em dia é altamente acessível. “Existe uma aura em torno dela de que a é uma flor inacessível no preço e nos cuidados. A orquídea está se popularizando, o preço cai cada vez mais, tudo depende da oferta e da procura. Existem mudas de R$10 e existem plantas raras de R$40 mil”, afirma. Para Silva, a beleza de uma orquídea, não tem concorrência na natureza. “É uma planta que se impõe em qualquer lugar”. Ele diz que criar uma orquídea é uma terapia. “É uma prática que só faz bem”, observa. Orquídea com cheio de chocolate
Além da beleza, a Sharry baby faz sucesso pelo cheiro de chocolate Do grupo dos Oncidium, a Sharry baby fez muito sucesso na Feira de Sabores, realizada durante a Exposição Agropecuária de Londrina, este ano. A flor tem uma característica peculiar: um aroma de chocolate. O orquidófilo Nelson Eiji Kumata diz que o cheiro de chocolate é resultado de hibridação (entre o cruzamento entre a Oncidium Jaime Sutton e Oncidium Honolulu), foi, na realidade, sorte. “É difícil predizer o que vai sair nos cruzamentos”, comenta. A flor foi registrada em 1983, por um cultivador americano, de sobrenome Beal. A Sharry Baby, que é considerada uma planta grande, chega a atingir 30 cm, é epífita, pode viver sobre as árvores e se adaptam em vasos.
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